Há algum tempo uma palavra tem aparecido com frequência nos jornais brasileiros: desindustrialização. Há quem diga que o fenômeno é evidente no país, enquanto outros negam a tendência.
A desindustrialização refere-se a uma perda de participação da indústria na produção total do país. Outro conceito, mais restrito, trata da redução persistente da quantidade de vagas na indústria como proporção do emprego total.
Alguns economistas apontam o fenômeno como resultado da valorização da moeda brasileira. O Real forte permite importar mais bens e torna nossos produtos mais caros para os estrangeiros, ou seja, tende a favorecer importações e prejudicar exportações. O setor industrial realmente registra déficits, mais importações do que exportações, desde 2008.
Assim, quem acredita na desindustrialização defende que a valorização do Real prejudica a indústria de duas formas: os produtos nacionais perdem parte do mercado interno para equivalentes estrangeiros e ainda tornam-se pouco atraentes para outros países do mundo. O resultado pode ser a falência de várias indústrias, diminuindo sua parcela na produção do país.
Em artigo no Valor Econômico de hoje, Cristiano Romero apresenta uma pesquisa que contraria a tese. De acordo com os economistas Régis Bonelli e Samuel Pessoa, da Fundação Getúlio Vargas, é cedo para falar em desindustrialização.
Segundo os pesquisadores, a redução de participação da indústria é um fenômeno mundial. Para eles, alterar o regime cambial, impedindo a valorização do Real, seria uma reação precipitada e equivocada.


Ao meu ver, uns dos pontos mais importante ao tratar da tal desindustrialização é o que foi levandato nesta matéria: “redução persistente do emprego na industria.”
Sou à favor da valorização de nossa moeda, tornando o país fortalecido e, consequentemente menos vulnerável ao ambiente externo.
Com relação ao déficit do setor pode ser contornado com uma politica tributária adequada e condizente as necessidades do país.
Mas qual seria outra forma de tornar os nossos produtos mais competitivos, evitando a desindustrialização, sem ter que desvalorizar o real?
Renata, o governo pode recorrer a diversos artifícios, como reduzir os tributos para a indústria, como sugeriu o Carlos. Isso tornaria o preço dos nossos produtos mais competitivos no exterior. Uma alternativa seria reduzir a nossa taxa básica de juros, a maior do mundo. Ela atrai muitos dólares para o país, trazidos por investidores estrangeiros. O excesso de dólares torna nossa moeda mais valorizada.
A economia brasileira vive um momento de extrema euforia, há várias décadas não se via o Brasil tão bem cotado no exterior quanto agora. Esse é o momento oportuno para reverter todo esse crescimento econômico em Desenvolvimento social. Investir em infraestrutura, esse que é considerado um dos maiores gargalos para nosso país realmente deslanchar e se tornar altamente competitivo diminuindo os custos com transportes por exemplo, e em educação, capacitando novos profissionais para garantir que num futuro próximo não venha faltar engenheiros e cientistas para suprir uma possível falta desses profissionais. Sobre a desindustrialização que é o termo da moda, vejo isso como algo que não chega ser assustador, pois o Brasil durante o milagre econômico das décadas de 60 e 70, “sobreindustrializou”, ou seja, manteve uma política de industrialização muito agressiva, e agora com todo esse crescimento é normal que outros setores da economia, como serviços e o agronegócio tenham uma parcela maior de participação. Com um Real fortalecido é possível uma maior demanda interna, o que aquece nosso mercado e consequentemente a indústria nacional, já que essa pode se beneficiar de um dólar depreciado e adquirir bens de capital do exterior.
O termo em questão faz referencia a uma tendência mundial de perda de participação da industria de transformação no PIB e no emprego total. De fato, essas duas proporções tem sido reduzidas de forma generalizada entre os diversos países. Em que medida esta tendência pode ser considerado fenomeno positivo ou negativo.
Em estágios mais avançados de desenvolvimento, a partir de determinados patamares de renda per capita, diferenciais de crescimento de produtividade e demanda entre a indústria e os serviços começam a gerar outra onda de mudanças estruturais. De um lado, começa-se a ter a desaceleração do crescimento na demanda por bens manufaturados (fruto da renda mais elevada), ao mesmo tempo que a produtividade da indústria continua crescendo, o que tende a reduzir sua mão-de-obra empregada. De outro a demanda por serviços começa a registrar forte incremento, enquanto a produtividade do setor terciário continua em expansão, mas em ritmo normalmente inferior ao da indústria, resultando em maior absorção dos trabalhadores. Esse processo é acompanhado por um persistente aumento da participação dos serviços no PIB e no emprego, com o oposto ocorrendo na indústria. É a esse processo natural de desenvolvimento que o termo desindustrialização deveria ser associado. Octavio de Barros e Robson Pereira
Só as pessoas que dispõem dos dados relativos à indústria brasileira como Confederação da Indústria, Governo etc. poderão emitir uma opinião com certa precisão. Contudo, arrisco dizer que ainda não pedemos falar em desindustrialização no Brasil. De tudo que se fala tem um pouco de verdade, pricipalmente o real valorizado, porém não é tudo. A indústria está passando por uma dificuldade natural no sistema capitalista, principalmente com a globalização. Recebemos um um aviso, cabe ao Governo tomar as medidas necessárias para evitar que a desindustrialização nos afete. Algumas já estão em vigor, com resultados stisfatórios. Sria muito ruim se não tivessemos vendo e enfrentando o problema. Ermírio.
ao recebermos a industria externa , por exemplo de automoveis estamos promovendo a industria estrangeira, sendo assim, geramos empregos, mais em contra partida, desoneramos a riquesa interna subvalorizamos nossa receita, sendo assim, estamos desenvolvendo, a industria externa, pergunto, eu que politica e esta do governo,de crecimento, sendo que nossas industrias, sofrem com isso…
O pais tem moeda própria e tem plataforma industrial muito desenvolvida. Sua economia e emergente. Seu mercado interno e muito grande. É dependente de capital financeiro e de tecnologia externa. Há focos de desindustrialização. A quantidade de moeda e a politica monetária são rígidas e a oferta é do banco central. O nivel de desemprego é pequeno, talvez um dos menores do mundo capitalista. Sua produção industrial esta crescendo pouco. A taxa de juros em queda e a política fiscal é a ferramenta mais usada no momento. O preço das commodities, isto é, produtos primários (soja, minério de ferro e etc ) estão em queda e este e o carro chefe das exportações. As importações são um problema. Este país tem investment grade (grau de investimento) AAA, quer dizer que as expectativas quanto as possibilidade de crescimento e de não calote são boas. Os países que nos compram( importadores) estão em crise econômica e financeira. Este país que tem nivel de investimento considerado baixos para os padrões capitalistas. A maioria dos investimentos vem de fora do país, portanto, a cada investimento externo, entram dólares que devem ser transformados em reais. Faça um diagnostico desse país ás taxas de juros e a sua importância?