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Posts Tagged ‘quanto custa transferir veículo de cidade’

burocraciaO nome é Poupatempo. Imagina se não fosse. Gastei o dia inteiro hoje em um desses postos de serviços públicos rápidos com o objetivo de transferir um carro para o meu nome. Além do tempo que, claro, é dinheiro, foram-se ao todo 278 reais!

A peregrinação começou ontem, no cartório, onde era preciso reconhecer firma do antigo proprietário do carro. Tenho uma implicância especial com aqueles vidros que separam o atendente de quem precisa do serviço. Parece que eles são feitos para prejudicar a comunicação.

Hoje tudo começou no posto do Poupatempo do Campinas Shopping, no balcão de informação. Fui direcionada para uma fila de triagem, onde a funcionária disse, já me dispensando, que eu precisaria voltar ao cartório porque a firma tinha sido reconhecida fora de São Paulo. Neguei e ela, depois de virar o documento de todos os lados, fez uma cara feia e me entregou a primeira senha.

Dessa vez a atendente imprimiu um monte de folhas e marcou em uma ficha valores que eu deveria pagar. Tive que pagar como se fizesse o primeiro registro do veículo, já que o carro é de Brasília e a transferência era para cá. Além disso, paguei pelo novo emplacamento. Parece que estou transferindo o veículo de país. Só descobri o motivo de tantas taxas porque resolvi voltar e perguntar.

Agora era a vez de pagar. Nova fila para triagem. Nova senha para pagamento. Junta tudo e vai atrás de uma oficina credenciada que faz um laudo. O rapaz tira umas fotos, eu não entendo nada e vão-se mais 40 reais. O Detran não podia fazer essa parte na vistoria?

Agora sim a vistoria. Era a parte que mais temia. Com meu outro carro, no Detran de Brasília, cheguei a voltar para casa sem o serviço cansada de ser mal tratada. Isso porque existe a figura do despachante, que enfrenta a burocracia por quem paga por isso. Os funcionários públicos ficam mal acostumados e tratam todo mundo como se aquilo fosse algo trivial, de que todos são obrigados a saber os passos. Eu não estava disposta a pagar. É um serviço público e qualquer cidadão tem que ser capaz de usufruir dele.

Começamos mal. Estacionei o carro onde me mandaram e entreguei a chave para o funcionário. Ele riu com deboche. Só depois entendi: tinha que ficar dentro do carro e fazer o que ele mandava. Mas, como ia adivinhar? E lá fui eu àquele ritual de liga seta, freia, etc. Tudo mal explicado, de forma que eu me sentisse bem fora do lugar.

Enfim, trocaram toda aquela papelada por duas. E, com elas, eu busco na quinta-feira o documento do carro. Será que não dava para mandar pelos Correios? E a peregrinação ainda não acabou: tenho que ir a outro lugar, que nem sei onde fica, trocar a placa de Brasília para Campinas.

O pior de tudo é que em abril do ano que vem estou de mudança para São Paulo. Será quanto tempo demora e quanto custa para fazer uma transferência de endereço? Prefiro nem pensar agora!

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