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Archive for novembro \17\UTC 2009

Gostei da ideia da Jennifer de explicar com desenhos e, como vocês podem ver, descobri um site em que é possível fazer quadrinhos! Desse ataque especulativo, segundo a matéria do Valor, o Brasil escapou! Os dólares das reservas lançados ao mercado supriram a demanda pela moeda e o dólar parou de ganhar valor. Resultado: Real forte de novo.

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Recomendo fortemente a quem ainda tiver oportunidade a matéria Os bastidores da crise do caderno de fim de semana do Valor Econômico. É praticamente um romance, daqueles que dá vontade de ler sem parar, sobre os momentos críticos da crise no Brasil e de como o Banco Central fez para apagar o fogo quase sem permitir o aparecimento de fumaça.

A reportagem, produzida durante dois meses por Cristiano Romero e Alex Ribeiro, revela que a economia brasileira sofreu sim momentos críticos, sendo o principal a corrida bancária. Desesperados diante dos sinais da crise, muitos correram para retirar seu dinheiro de bancos pequenos e médios, um saque total de 40 bilhões de reais em apenas uma semana, por volta do dia 10 de outubro do ano passado.

A corrida bancária é um reflexo da falta de confiança no sistema e o risco principal é que os bancos quebrem. Isso porque eles não deixam guardado todo o dinheiro de depósitos, a espera de que a pessoa vá buscar. Os bancos emprestam ou investem uma parte dele. Se todos resolvem pegar de volta ao mesmo tempo, falta grana em caixa.

O Banco Central teve que agir rápido para apagar esse e outros incêndios. De acordo com a reportagem, o presidente do órgão, Henrique Meirelles, quase foi demitido.

A matéria também detalha o tamanho do rombo por operações de empresas brasileiras com derivativos de dólar (que já explicamos aqui). O prejuízo das exportadoras, compartilhado com os bancos, foi de 10 bilhões de dólares.

A reportagem está muito bem escrita, mas quem não é da área pode esbarrar em conceitos um pouco complexos, como o de ataque especulativo, que explico aqui em breve.

Quem se aventurar e tiver mais alguma dúvida é só deixá-la aqui.

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Nota verdadeiraEm véspera de Natal, quando circula muito dinheiro no mercado, a campanha do Banco Central para reconhecer notas falsas vem a calhar. E as técnicas vão além das mostradas no curto comercial de TV. Escolha a nota que quer conhecer melhor e veja o vídeo detalhado aqui. 

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Imagem do site da Universidade Católica PortuguesaA leitora Jennifer perguntou quais são os empregos possíveis para o economista. O campo de trabalho é diversificado e eu faria uma primeira divisão entre setores público e privado.

No governo, o economista pode elaborar cenários econômicos, coordenar e interpretar pesquisas, planejar políticas. Ele pode participar, por exemplo, da elaboração de um plano de desenvolvimento econômico, com metas e setores a privilegiar. Outra função importante é avaliar a concorrência entre empresas e a necessidade de intervenção.

O economista também produz e analisa informações estatísticas, como o cálculo do Produto Interno Bruto (a soma dos preços de todos os bens finais produzidos no país) ou de algum índice de inflação, com base nas variações de preços.

Ainda em uma função pública, o economista pode trabalhar em órgãos como a Petrobrás, o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal. Onde há dinheiro envolvido eles podem ajudar a planejar, fazer estimativas, dar um destino correto aos recursos.

Na iniciativa privada também há importante demanda por economistas. Eles dão assessoria, oferecem consultoria, fazem estudos de mercado. Se você quiser abrir uma grande empresa certamente vai querer consultar um deles para saber a viabilidade, o momento certo e as perspectivas do setor.

Outra área que atrai muitos economistas é o mercado financeiro. Eles são necessários para fazer análises do sobe e desce da bolsa de valores, do câmbio e de outros mercados, como o de derivativos. Esse é um campo conhecido pelo stress e pela cobrança, já que o economista lida com dinheiro de muita gente que espera bons retornos.

Há ainda as faculdades públicas e particulares, onde os economistas têm a função de pesquisa e ensino. Muitos deles também dão entrevistas e escrevem artigos, divulgando o conhecimento científico produzido nas salas de aula e núcleos de estudo.

Usei como base as atribuições apresentadas pelo Conselho Federal de Economia. Será que esqueci de alguma? Peço ajuda aos economistas…

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Muitos brasileiros (e paraguaios) acordaram nesta quarta-feira sentindo-se extremamente vulneráveis. De repente o funcionamento de praticamente todo um país mostrou-se submisso à Usina de Itaipu.

Foram em média três horas em que 40% da energia do país caiu, o que afetou 18 estados segundo o Ministério de Minas e Energia. O caos reinou no transporte, na saúde, na segurança. Sinal do que já deveria ser evidente: energia é uma área estratégica, que deve merecer muita atenção do governo.

O ministro Edison Lobão culpou cargas atmosféricas, ventos e chuvas muito fortes na região de Itaberá, em São Paulo. Teria havido um curto-circuito e as linhas de transmissão foram apagadas para que a falha não se propagasse.

Cansei de ouvir pessoas exaltarem a inteligência do sistema, que além de totalmente interligado impede a propagação da falha. Será mesmo inteligente que um país de dimensões continentais como o Brasil corra o risco de ficar sem energia de uma hora para outra?

Outras chuvas fortes em Itaberá durante o dia podem cortar um pedaço do PIB brasileiro. Em uma situação extrema, de guerra, por exemplo, uma bomba em Itaipu seria capaz de aniquilar Brasil e Paraguai em uma só tacada.

Ou seja: se esse foi mesmo o problema, é preciso reduzir a interligação. Se existe tecnologia para isso, faltou investimento em infra-estrutura. Se não existe, faltou investimento em pesquisa e inovação.

Edison Lobão disse que foi um acidente e que a população pode ficar tranquila. Será que pode?

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supermercadoVocê sabia que a classe C compra 41% de todo leite longa vida vendido no país, 40% do queijo petit suisse e 39% do leite condensado? É o que mostra a interessante reportagem de Marcos Todeschini e Alexa Salomão na Época Negócios que acaba de chegar às minhas mãos.

Mas quem forma essa classe C? São famílias com renda familiar entre 1.100 e 4.800 reais, de acordo com a metodologia da Fundação Getúlio Vargas. Essa é a renda da casa, quando se soma o que ganha cada um dos componentes da família.

A reportagem destaca sete mitos sobre essa nova classe. Entre eles, o de que esses consumidores estão interessados principalmente em preços baixos. A matéria revela que eles preferem produtos de melhor custo-benefício. Se comprarem um achocolatado de má qualidade, por exemplo, vão ter que esperar até o próximo mês para substituí-lo.

Outro mito é que eles compram apenas os itens da cesta básica e que não têm dinheiro para lazer. A classe C compra chocolate, biscoito, creme de leite e quer viajar pelo Brasil.

Vou destacar só mais um mito muito interessante: o de que a classe média não paga as contas. A inadimplência é maior nas classes mais altas. Isso porque ficar devendo é para um integrante dessa classe ter o nome sujo na praça e, assim, ter que interromper o consumo.

Muitos economistas defendem que o crescimento dessa classe C foi um fator importante para blindar o país contra a crise econômica internacional. Agora os empresários correm atrás de conhecer a rotina dessa classe para tirar sua fatia do bolo.

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Antes tarde do que nunca, vou responder a pergunta da leitora Renata, que quer saber o que é rent seeking. Assim é chamado o comportamento de empresários com o objetivo de obter privilégios no mercado.

Se os produtores brasileiros de calçados, por exemplo, conseguirem convencer o governo da necessidade de taxar a entrada no país de sapatos chineses, eles serão beneficiados. Menor concorrência significa a possibilidade de cobrar preços mais elevados. A validade ou não desse tipo de tarifa é uma polêmica que varia de caso para caso.

Mas como a empresa faz rent seeking? Hugo Borsani responde em artigo para o livro Economia do Setor Público no Brasil. As corporações organizam lobbys para atuar no Congresso, contratam advogados e especialistas, veiculam propaganda, fazem doações a campanhas eleitorais, financiam viagens, jantares, férias…

A posição de Borsani é que “se a atividade rent seeking tem sucesso, isto é, obtém do governo a regulação desejada, a sociedade em geral perde por duas razões: em primeiro lugar, pelo aumento do preço do produto ou serviço protegido; em segundo lugar, porque os recursos utilizados para conseguir o favor do poder público poderiam ter sido empregados em atividades produtivas”.

Em uma nota de rodapé, entretanto, Borsani enfatiza que o conceito rent seeking não se refere a atividades ilegais de corrupção e sim a atividades legais de lobby, com a ressalva de quem nem sempre é fácil determinar esse limite.

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