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Archive for dezembro \18\UTC 2009

Queridos leitores do blog,

começou o período de festas e férias! Vou aproveitar para dar uma folguinha a mim e a vocês, interrompendo um pouco a produção. Vamos deixar temporariamente de discutir economia para movimentar a economia! Afinal, isso é tempo de muito dinheiro em circulação (não se esqueçam de guardar um pouco para as despesas do começo do ano)!

Aproveito a oportunidade para agradecer a todos aqueles que têm visitado o blog, produzido artigos, comentado, criticado, elogiado, enviado e-mails… É isso que me incentiva a manter o Economia Clara, que, nem parece, já tem quase um ano de vida! Aguardo vocês de volta no ano que vem! Boas festas!

Abraços,

Luciana Seabra.

P.S: infelizmente, fechamos o ano com a frustração de mais uma tentativa de garantir desenvolvimento sustentável. Acho que o Papai Noel deveria boicotar as chaminés desses que se dizem líderes mundiais…

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Vimos que o Banco Central (Bacen) e os bancos comerciais criam meios de pagamento, ou seja, tudo aquilo que você tem em mãos e pode usar imediatamente para pagar uma conta, comprar alguma coisa, pagar por um serviço. Mas o que eles devem fazer para que esse estoque de meios de pagamento aumente ou diminua?

Só são criados meios de pagamento nas operações entre o sistema monetário (aquele que pode criar moeda: Bacen e bancos comerciais) e o não-monetário (como você).

Vamos ver uma situação em que meio de pagamento é criado: um exportador vende calçados e recebe em dólares. Ele vende os dólares para o Banco Central e recebe, em troca, reais. Os reais que estavam em posse do Bacen não eram meios de pagamento e agora são.

Se o Bacen comprar muitos dólares, os meios de pagamento vão crescer muito. Pode haver dinheiro em excesso no mercado, o que significa que, para cada produto, vai haver mais dinheiro em circulação. Isso pode virar preços mais altos e, assim, inflação.

Mas o governo pode fazer, como de fato faz, uma operação contrária para enxugar dinheiro da economia. Ele pode vender títulos públicos. É como se o governo pegasse reais emprestados com a população e pagasse juros por isso. Os reais que estavam em posse do público eram meios de pagamento e agora não são mais. É a operação de esterilização.

Os bancos comerciais também podem alterar o estoque de meios de pagamento. Isso acontece, por exemplo, quando eles passam a oferecer menos crédito, ou seja, emprestar menos. Assim, eles deixam de criar meios de pagamento, o que, com o tempo, pode diminuir os recursos em circulação. Ou podem fazer o contrário: aumentar muito o crédito e assim também causar inflação.

Só para testar se você entendeu, um exemplo do livro Economia Monetária e Financeira: quando o Banco Central empresta dinheiro a um banco comercial, meios de pagamento são criados ou destruídos? Resposta nos comentários!

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Depois de ler o post sobre inflação, o leitor Marcelo ficou com uma dúvida: o que significa “dinheiro em excesso em circulação”. Para responder à essa pergunta, precisamos entender em primeiro lugar de onde vem o “dinheiro”. Então, vamos lá…

Os economistas chamam de meios de pagamento o que o público tem em mãos e pode usar a qualquer momento para fazer um pagamento à vista.

Isso inclui o papel moeda em poder do público (as notas e moedas que você guarda na carteira, no cofre, debaixo do colchão…) e os depósitos à vista nos bancos comerciais (aquele dinheiro que você depositou no banco, que não rende nada e que você pode pegar a qualquer hora).

Quando você paga com cartão de crédito, portanto, não usa meio de pagamento. Vai usar quando for pagar a conta.

E quem produz o papel moeda? Somente o Banco Central. Parte ele guarda em seu caixa. O restante é papel moeda em circulação. Desse total, parte os bancos comerciais (aqueles em que você tem conta) guardam em seus caixas. O restante é papel moeda em poder público.

Mas os bancos comerciais também podem produzir meios de pagamento. Isso acontece quando você toma um empréstimo no banco. A agência vai criar um depósito à vista em seu nome e vai te dar o direito de fazer pagamentos à vista.

Os bancos emprestam muito mais do que o papel moeda que possuem. Eles podem fazer isso porque dificilmente todos vão querer retirar o dinheiro ao mesmo tempo.

Já temos informação demais por hoje, não? Muitas delas estão no livro Economia Monetária e Financeira, de Fernando Cardim de Carvalho e outros autores. Mas ainda falta responder: que operações fazem aumentar ou diminuir os meios de pagamento? Essa fica para amanhã.

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O Natal aproxima-se e, diante dos shoppings lotados, muitos compradores apelam para a praticidade da internet. Ao contrário do que muitos pensam, a web não é terra sem lei. Confira seus direitos nessa entrevista com o promotor de justiça Leonardo Bessa.

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Quando se fala em inflação, a primeira causa que vem à cabeça é dinheiro em excesso no mercado. Há outras fontes, entretanto, para o aumento no nível geral de preços.

Jim Stanford faz uma lista das causas possíveis para a inflação no livro Economics for everyone: a short guide to the economics of capitalism (por sinal, muito interessante para entender conceitos básicos).

Segundo Stanford, as causas para inflação são:

  • Excesso de gasto. Ocorre quando consumidores e empresários aumentam gastos rapidamente, provavelmente com base em crédito, sem que haja quantidade suficiente de bens e serviços disponível. Os compradores passam a competir pela oferta, que é escassa.
  • Aumento de salários mais rápido do que da produtividade. Fica mais caro para a empresa produzir cada unidade e, ainda que o aumento seja justo, ela pode querer repassá-lo aos preços para não perder lucro. Isso pode ser mais fácil se não houver concorrentes.
  • Aumento dos lucros. Se a concorrência diminuir na economia, empresas podem aumentar os preços sem perder clientes.
  • Aumento nos preços das matérias-primas, especialmente quando elas são muito usadas como insumos, como é o caso do petróleo. Como as causas, em geral, são mundiais, é muito difícil que um país consiga contornar esse tipo de inflação individualmente.
  • Inércia. Em uma economia já tomada pela inflação ela pode se alimentar. É o que ocorre quando cada um tenta se proteger dela: trabalhadores exigem aumento salarial, empresas tentam garantir o lucro, etc.

Stanford alerta para a necessidade de conhecer cada tipo de inflação. Só assim é possível encontrar a arma certa para combatê-la.

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Mais de 31 milhões de pessoas estão desempregadas nos Estados Unidos. O número inclui aqueles trabalhando em tempo parcial involuntariamente e quem quer um emprego mas desistiu de procurar. Clique abaixo e veja um mapa interativo da evolução do desemprego no país entre janeiro de 2007, aproximadamente um ano antes do começo da recessão, e o dado mais recente, de outubro de 2009.  No período, a taxa subiu de 4,6% para 8,8%. As cores mais claras indicam taxas de desemprego baixas e as mais escuras, taxas altas. A indicação é do blog Marx21.

A GEOGRAFIA DA RECESSÃO

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As expectativas do mercado foram confirmadas. Pela terceira vez o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central ficou em cima do muro: manteve a taxa básica de juros em 8,75%.

As reuniões do Copom duram dois dias e são secretas. Ao final, o comitê divulga uma pequena nota à imprensa. Dessa vez, o texto cita a flexibilização da política monetária desde janeiro e a margem de ociosidade dos fatores produtivos.

O ano começou com taxa de 13,75% ao ano, que foi cortada gradualmente até julho. Esse é um sinal de que o governo pretendia estimular a economia, garantindo dinheiro barato.

A manutenção da taxa, chamada Selic, desde julho indica o temor de que novos cortes causem inflação, um aumento geral no nível de preços.

O governo avalia esse risco a partir da ociosidade dos fatores produtivos. Quando há grande quantidade de máquinas, estrutura e trabalhadores desocupados, mais dinheiro em circulação leva a mais produção. Se a indústria já está funcionando com capacidade máxima, o excesso de dinheiro pode se refletir em preços altos.

O mercado já começa a especular sobre os movimentos da taxa no ano que vem. Hoje, o ministro da Fazenda Guido Mantega afirmou que o governo trabalha com a manutenção da Selic em 8,75% também em 2010, já que, segundo ele, a inflação está sob controle.

A próxima reunião do Copom será nos dias 26 e 27 de janeiro.

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