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Archive for fevereiro \04\UTC 2010

Estou com o tempo contado hoje, mas fica aí uma reflexão sobre o absurdo da desigualdade social. A charge, de Benett, é baseada na pirâmide do sistema capitalista, segundo o próprio autor. A fonte é este blog aqui.

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Imagine que você é gerente de um banco de investimento. Você tem um produto financeiro em mãos e, se vender bem, um belo bônus entrará em sua conta. Quando o cliente te perguntar qual o risco do investimento não dar certo, o que você vai responder? É um conflito de interesses significativo.

Vários administradores e gerentes optaram por subestimar o risco nos Estados Unidos nos últimos anos. Uma hora a bolha estourou, mas muitos deles já estavam com os bolsos cheios de dinheiro.

Para evitar esse incentivo ao risco excessivo, países do G20 (grupo que reúne a União Europeia e 19 das maiores economias mundiais) resolveram criar regras para os bônus recebidos pelos funcionários das instituições financeiras.

O Banco Central brasileiro já preparou uma resolução, que agora está em debate. A ideia principal é que o recebimento do bônus integral não seja imediato. Pelo menos 40% dele devem ser distribuídos durante os próximos três anos. E essa proporção que não é paga imediatamente deve aumentar com a responsabilidade do cargo assumido pelo profissional.

Assim, o BC espera forçar o funcionário a pensar mais no longo prazo. Se ele assumir risco excessivo, a empresa pode não dar conta de arcar com os compromissos mais à frente. Se os lucros da instituição caírem muito, as parcelas ainda não pagas devem ser reduzidas de forma proporcional aos resultados negativos.

A resolução do BC também prevê que os empregados cujas decisões tenham grande impacto sobre a exposição ao risco da empresa recebam 50% dos bônus em ações. Espera-se que dessa forma eles preocupem-se com o valor futuro delas.

Por fim, o BC propõe que as instituições financeiras com ações em bolsa criem um comitê de remuneração, responsável por conduzir essa política. Esse grupo deve fazer um relatório anual, que estará disponível ao BC durante cinco anos.

A proposta está em fase de audiência pública. Você pode ajudar a debatê-la. É só clicar aqui.

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Li hoje em um blog um erro que já vi alguns cometerem desde que a crise econômica começou: a ideia de que alguém ganhou o dinheiro que outras pessoas perderam na crise.

O raciocínio é simples: se bancos, famílias e empresas perderam alguns bilhões de reais, esse dinheiro foi parar em algum lugar. E quem seriam os ganhadores?

É preciso compreender, entretanto, que grande parte do dinheiro que esses indivíduos acreditavam ter estava em outras formas, como ações.

Suponhamos que você possuísse, em maio de 2008, uma ação da Petrobrás. Você veria o valor dela do mercado e perceberia que, além da sua renda mensal, tinha R$49,63.

Seis meses depois você resolve fazer as contas de novo. A crise tinha prejudicado a confiança nas bolsas de todo o mundo. Temerosos, muitos resolveram vender suas ações. Em novembro de 2008, a mesma ação da Petrobrás só valia R$15,96.

Em pouco tempo, você teria perdido uma parte do seu patrimônio, R$33,67, sem que ninguém tivesse ganhado este valor.

Agora imagine as perdas, nesses seis meses, de quem tinha mil ações da Petrobrás: R$33.670,00. Pense ainda em inúmeras pessoas perdendo valores iguais ou maiores do que esse.

Conclusão: pode parecer mágica, mas, em uma crise, grande parte do valor simplesmente evapora.  Ao perceberem que perderam sua riqueza, essas pessoas passam a gastar menos dos próprios salários e a poupar mais. É claro que isso tem consequências desastrosas para a dinâmica da economia.

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