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Archive for maio \31\UTC 2010

Inflação é quando o dinheiro do bolso não vale nada, recessão é quando o dinheiro vale mas não está no bolso.”                       (Comédia da Vida Privada)

Essa é uma explicação simples e genial para dois termos muito usados em economia. De forma menos poética, inflação é o aumento no nível geral de preços, do qual já tratamos aqui e aqui.

Recessão é a palavra usada quando há uma queda na produção de um país. Também já escrevemos sobre ela aqui. Vimos que, normalmente, fala-se em recessão quando o PIB (soma do valor de todos os bens finais produzidos em um país) cai por dois trimestres seguidos.

Encontrei a citação de Comédia da Vida Privada em outro blog de Economia, o Academia Econômica.

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Para fechar a semana, recomendo outro infográfico do IG. Esse resume a história econômica brasileira desde o período de inflação elevada, passando pelos planos para tentar combatê-la e pela introdução do regime de metas de inflação (que já explicamos aqui) até chegar a 2009.

No mesmo infográfico é possível ver a evolução do PIB (a soma dos valores de todos os bens finais produzidos pelo país em um ano), da inflação, do valor do Real e do crescimento populacional no período. 

Clique abaixo para ser encaminhado ao infográfico.

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O assunto é economia, mas não vale economizar nos recursos para ser compreendido. Um dos mais poderosos é o infográfico, segundo o Dicionário de Comunicação, uma criação que utiliza recursos visuais (desenho, fotografias, tabelas, etc.), conjugados a textos curtos, para apresentar informações jornalísticas de forma sucinta e atraente.

O IG prova que é possível tornar a informação muito mais agradável com o uso desse recurso. O infográfico abaixo, criação de Guilherme Matos, Thiago Atimoda, Klinger Portella e Olívia Alonso, mostra quanto você pagaria pelo mesmo produto em diferentes países. Clique na figura para interagir.

Meu caminho para descobrir esse infográfico passa por dois excelentes sites, que vale a pena conhecer. Para acessá-los, clique aqui e aqui.

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É consenso internacional que a moeda chinesa deveria valer mais em relação às outras moedas. Os jornais noticiam diariamente a pressão de parceiros comerciais, como Europa e Estados Unidos, para que o yuan seja valorizado.

Mas qual interesse chinês de que sua moeda tenha pouco valor? A explicação é que o yuan barato favorece as exportações do país. Quando os produtos chineses têm o preço convertido para dólar ou euro, ficam muito baratos.

Assim, o concorrente estrangeiro desbanca produtos domésticos nos mercados europeu e americano.  Com indústrias prejudicadas, incapazes de competir, os países importadores cobram a valorização do yuan.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) também já alertou para a desvalorização excessiva da moeda chinesa. Com exportações vultosas, o país acumula grande quantidade de reservas, o que torna ainda mais claro que o valor da moeda é mantido baixo de forma artificial.

O yuan excessivamente desvalorizado causa um desequilíbrio mundial: alguns somente produzem, enquanto outros apenas consomem. Não é à toa que a China é o país para qual os Estados Unidos devem mais dinheiro.

O líder chinês Hu Jintao tem prometido que vai permitir a valorização do yuan. Para que os impactos da perda de competitividade, entretanto, sejam amenizados, será necessária uma contrapartida: o aumento do consumo doméstico.

Agradeço ao Charles Júnior que alertou para minha falta de atenção no texto. Por duas vezes tinha escrito valorização em vez de desvalorização! Peço desculpas, pessoal! Agora já está tudo certinho…

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A crise grega pode conter o aumento da taxa básica de juros brasileira, a Selic. Como vimos aqui, o Banco Central decidiu no mês passado subir os juros em 0,75 ponto percentual, para conter a inflação, e a expectativa era de novos acréscimos.

Com a crise na Europa, entretanto, o mercado começa a se dividir sobre o futuro dos juros. Isso porque o problema internacional pode precipitar a tarefa que o aumento na Selic deveria cumprir: desacelerar a economia brasileira.

Os efeitos dão-se principalmente pela exportação, que pode ficar prejudicada. Em artigo na Folha de S. Paulo desta terça-feira, Mauro Zafalon relata que, segundo a União Brasileira de Avicultura (Ubabef), um dos principais setores de exportação, o de frangos, já sente a retração das vendas.

Os europeus compraram dos brasileiros 15% menos frango este ano do que em igual período do ano passado. Este frango e outros produtos que sobram no mercado doméstico causam um aumento na oferta, o que contribui para manter preços baixos.

O único efeito da crise que pode somar à inflação é a valorização do dólar, para onde os investidores fogem em momento de incerteza. As importações brasileiras ficam mais caras, o que dificulta a concorrência com os produtos nacionais.

A próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que decide o futuro da taxa, está marcada para 15 de junho.

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O jornalista Ricardo Noblat é autor de um dos melhores livros que já li sobre a profissão: A arte de fazer um jornal diário. Além de ter várias dicas interessantes é, por si só, um exemplo de texto bem escrito. Entre os meus trechos preferidos está o seguinte:

Peçam. Não Solicitem

Faço-lhes um pedido: não pleiteiem. Quando escreverem, não pleiteiem jamais. Ninguém que fala normalmente pleiteia algo. A não ser em certos textos de jornais. Deixem que os advogados pleiteiem em suas demandas judiciais. Os políticos costumam pleitear cargos. Ou verbas. As pessoas normais se empenham. Apenas se empenham. Ou se esforçam.

Sei que, se forem orientados, vocês poderão dar-se bem. Se forem direcionados, não se darão.

Também não solicitem. Nem mesmo quando o objeto do desejo for um aumento de salário. Duvido que um de vocês já tenha solicitado qualquer coisa. Vocês pedem. Um aumento, um beijo, um favor. Ora, se pedem na vida real por que diabos solicitam nas páginas do jornal?

E, por favor, não coloquem nada. Doravante, não coloquem. Simplesmente, ponham.

Pergunto (não questiono como muitos de vocês fazem): Dói escrever como se fala? Não dói. Não tira pedaço de ninguém. E é mais fácil. Só não escrevem como falam se falam errado.

Finalizo por aqui. Ou melhor: termino, acabo, encerro, concluo.

Se pleitear, solicitar, colocar, questionar, finalizar são proibidos, imaginem o jargão econômico sem explicação…

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Vou aproveitar a véspera do fim de semana para esquecer um pouco a crise, incentivar a educação e aumentar a autoestima dos colegas de mestrado e doutorado, que sempre leem e estimulam o blog.

Na verdade, a boa notícia não é minha, mas do professor da USP Naercio Menezes, em artigo hoje para o Valor Econômico, em que mostra as diferenças salariais trazidas por anos a mais de estudo.

Os dados mostram que o diferencial de salário de mestres e doutores em relação a graduados, que era de 40% em 1992, passou para 70% em 2008.

Quer dizer que, em média, para cada mil reais ganhos por quem tem nível superior, o pós-graduado deve receber 1.700 reais. Nada mau, não?

O interessante é que este “é o único diferencial de salários que ainda está crescendo”, segundo Menezes.

A diferença de ganhos entre quem tem nível superior e ensino médio é altíssima, de 150% em 2008, mas vem caindo. Em 2002 era de 160%.

Ou seja: ter nível superior torna-se cada vez mais comum, enquanto o título de mestrado ou doutorado ganha com o passar do tempo mais valor.

Menezes ressalta a dificuldade de encontrar pesquisas sobre pós-graduados no mercado de trabalho. É importante tentar identificar seus reflexos não só nos salários pessoais, mas, principalmente, no desenvolvimento do país. Só assim será possível tentar avaliar o valor, certamente altíssimo, de investir na educação.

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