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Archive for junho \30\UTC 2010

A partir de hoje você vai poder ler alguns posts do Economia Clara também no Finanças Pessoais.

Lá você pode ter ótimas dicas sobre como organizar suas contas e fazer o salário render mais.

A parceria é uma forma de estender ainda mais o acesso ao cotidiano da Economia sem termos técnicos.

Para conhecer o Finanças Pessoais, clique aqui.

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O leitor Oscar pergunta por que a taxa de desemprego está diretamente atrelada às taxas de juros. Ele exemplifica com os EUA, que mantêm os juros baixos enquanto o desemprego não cai.

A taxa básica de juros, definida pelo Banco Central, serve como referência para todos os juros cobrados no mercado. Quando ela cai, fica mais barato pegar dinheiro emprestado.

Os juros baixos favorecem o crédito, que possibilita mais consumo. A procura por bens e serviços estimula novos investimentos por parte das empresas, que também se beneficiam dos juros baixos para comprar equipamentos e novas instalações.

O aumento de produção exige ainda mais empregados, o que, de forma generalizada, reduz a taxa de desemprego.

No sentido contrário, quando o governo aumenta a taxa básica de juros, freia a economia. Juros altos desestimulam consumo e investimento produtivo.

Em vez de ampliar a produção, muitos empresários podem preferir investir em títulos públicos, por exemplo, que rendem, em média, a taxa básica de juros.

Muito se fala em como esse movimento de contração impede a inflação, mas poucos lembram que ele também interrompe a geração de empregos e, ao extremo, pode até criar mais desemprego.

Você também pode deixar sua dúvida nos comentários ou aqui.

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Uma empresa pode ganhar muito ao manter o salário acima do nível de mercado. É o que defende a teoria econômica dos salários de eficiência. Os argumentos são válidos ainda que haja trabalhadores no mercado dispostos a ganhar  menos.

As teorias que defendem o salário elevado prosseguem com argumentos diferentes. Gregory Mankiw apresenta alguns no livro Introdução à Economia.

A defesa básica é que trabalhadores que ganham mais comem melhor, sendo, assim, mais saudáveis e produtivos. É mais convincente para profissionais com baixa remuneração.

Outra teoria é a da rotatividade. A frequencia com que funcionários pedem demissão depende dos benefícios oferecidos pela empresa. Remunerações atraentes, assim, reduziriam custos de contratação e treinamento.

Alguns autores defendem ainda que o esforço do trabalhador aumenta com o salário. Monitorar os empregados nem sempre é possível e envolve gastos. Mais dinheiro no fim do mês torna o trabalhador mais preocupado em manter o emprego e, por isso, mais esforçado.

Por fim, o salário alto é relacionado à qualidade do trabalhador. Quando uma empresa oferece melhores salários, atrai profissionais mais qualificados. Quem tem mais alternativas no mercado pode não aceitar submeter-se a uma remuneração muito baixa.

Já escolheu o argumento para convencer seu chefe?

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Os defensores do mercado de ações não gostam que a atividade seja comparada a um jogo. Há especulação, mas muitos investimentos são financiados por esse meio. O fato é que foi de um jogo que surgiu um termo usado com frequência no noticiário sobre as bolsas de valores: blue chips.

Nos cassinos, as fichas azuis, blue chips em inglês, são as mais valiosas. Também no mercado, são assim chamadas as ações com histórico de boa cotação, que representam empresas de grande porte e estabelecidas.

No Brasil, a expressão é usada com frequência para as ações da Vale e da Petrobrás. Fala-se também de sua elevada liquidez, ou seja, facilidade de compra e venda, já que estão envolvidas em um grande número de negociações a cada dia.

As ações blue chips são muito recomendadas a investidores iniciantes, dadas suas boas trajetórias de cotações, ainda que também configurem um investimento de risco, já que, assim como outras ações, estão sujeitas a períodos de desvalorização.

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Desde segunda-feira, o valor do yuan foi liberado para subir e descer pelo Banco do Povo da China. O câmbio estava fixo no país desde 2008, como resposta à crise internacional.

Como vimos aqui, a China era acusada de manter o yuan excessivamente desvalorizado em relação às outras moedas. Com isso, conseguia manter exportações atraentes para o resto do mundo.

Em contrapartida, a moeda fraca tornava produtos estrangeiros muito caros para os chineses. Diante da concorrência desleal dos produtos vindos da China em suas economias e da impossibilidade de ingressar em um mercado tão promissor, o mundo protestou.

Os limites para a flutuação não estão claros. É certo que a China tem como controlá-la. O país é campeão em acúmulo de reservas e pode responder a uma enxurrada de dólares comprando a divisa e impedindo a rápida valorização do yuan.

Permitir a valorização da moeda, entretanto, também tem um atrativo para os chineses no momento: a economia cresce muito e a inflação passa a ser uma ameaça. Se os importados entrarem mais baratos no país, é possível que concorram com a produção local, contendo os preços.

O fato é que, ao relaxar a política, a China conseguiu desviar o foco da próxima reunião do G-20 (grupo que reúne a União Europeia e 19 das maiores economias mundiais), marcada para este fim de semana.

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O Banco do Brasil é acusado de monopolizar a concessão de crédito consignado aos servidores públicos. Segundo matéria de Juliano Basile no Valor Econômico, a denúncia será entregue hoje pelo Ministério da Justiça ao Banco Central.

O crédito consignado é  um tipo de empréstimo em que as prestações e juros são descontados da folha de pagamento do consumidor.

O fato de o dinheiro sair diretamente do salário, sem passar pelo bolso do trabalhador, garante credibilidade ao pagamento. Assim, esse tipo de crédito costuma ter taxas menores e maior prazo do que outras modalidades.

Trabalhadores com carteira também podem pegar dinheiro emprestado dessa forma, mas a denúncia contra o Banco do Brasil envolve apenas funcionários públicos.

O BB inclui em contratos para administrar folhas de pagamento uma cláusula em que garante para si a exclusividade no crédito consignado a esses servidores. Em sua defesa, afirma que alguns bancos privados fazem o mesmo.

Foram os próprios servidores públicos que encaminharam a denúncia, que passa por outro conflito: o de qual órgão pode investigar denúncias sobre condutas anticompetitivas no setor bancário.

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Certamente você já recebeu telefonema, e-mail ou carta de uma operadora de cartão de crédito. Na hora de captar os clientes elas prometem o céu. O dinheiro de plástico pode sim trazer facilidades, desde que a proposta seja bem avaliada.

Poucos sabem, mas existe uma forma fácil de analisar custos e comparar propostas de cartões de crédito. É só perguntar ao atendente sobre o Custo Efetivo Total (CET), que corresponde ao custo total de um empréstimo ou financiamento em um ano.

O CET inclui em uma porcentagem não só os juros, mas também impostos, tarifas e seguros que são cobrados do cliente. Assim fica fácil comparar dois cartões de crédito sem deixar passar qualquer tipo de cobrança.

A taxa pode variar muito. Comparei há alguns meses o Custo Efetivo Total de dois cartões de crédito. O de um, feito em loja de departamento, era de 686% ao ano, e o do outro, feito em banco, era de 381% ao ano.

Quem gastar 100 reais no primeiro cartão e não pagar a fatura, entrando no chamado crédito rotativo, vai dever 686 reais em um ano. No outro, a dívida passará a 381 reais.

O melhor é que as operadoras são obrigadas a informar o CET, uma conquista dos órgãos de defesa do consumidor. Para quem já contratou uma empresa, a taxa pode ser encontrada na fatura, normalmente em letras pequenas.

Além do CET, o cliente pode avaliar os benefícios oferecidos pelas operadoras, como milhas para viagem, descontos em combustível e sorteios de prêmios.

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