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Archive for the ‘Curiosidades’ Category

Você tem ideia de qual parcela do seu gasto mensal é destinada ao lazer? Será que você gasta mais com a TV a cabo do que  com despesas pessoais, como higiene e vestuário? Perguntas como essa são respondidas em uma rápida visita ao site da Associação Brasileira de Defesa do Consumidor Pro Teste.

A maior parte dos consultores financeiros defende que este é o primeiro passo para organizar o orçamento: saber exatamente o destino do seu dinheiro. Isso ajuda a avaliar se os seus gastos estão de acordo com suas prioridades.

No site da Pro Teste, você lança seus gastos em diferentes categorias. Eles formam um gráfico, onde você pode avaliar o que tem feito com seu dinheiro e fazer planos para o futuro. Clique aqui e conheça.

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Frequentemente recebo e-mails com dúvidas e pedidos de conselhos sobre a prova da Associação Nacional dos Centros de Pós-Graduação em Economia (Anpec). Para quem não conhece, essa é a avaliação anual que seleciona alunos para os melhores mestrados em Economia do país.

O exame inclui provas de Macroeconomia, Microeconomia, Economia Brasiliera, Estatística, Matemática e Inglês. No modelo, uma resposta errada anula outra certa, o que desestimula o chute. Eu sugiro marcar um pouco além do que você tem 100% de certeza, pelo menos nas matérias em que tem mais segurança.

Quem faz a prova não é aprovado ou reprovado. O exame apenas coloca os concorrentes em ordem. Cada centro tem uma forma diferente de calcular a nota, dando pesos diversos para cada prova.

Ao fazer sua inscrição, o candidato opta por até seis centros. Essa escolha deve se basear na linha de cada faculdade. Alguns mestrados pesam mais na Matemática e Econometria do que outros, por exemplo.

Nada impede, entretanto, que um centro para o qual não se candidatou, faça um convite. Os primeiros colocados costumam ser alvo de disputa. Conta-se que antigamente eles recebiam propostas como moradia paga, mas, pelo que eu saiba, essas mordomias têm sido reduzidas.

Existe um consenso, mesmo entre esses primeiros lugares: o exame é muito difícil. Alguns centros são selecionados a cada ano para cuidar de uma das provas. De acordo com o estilo, os alunos tentam adivinhar a autoria. No meu ano, 2007, brincávamos que a prova de Matemática tinha sido feita pela Nasa, dada a dificuldade.

Então, como passar? Essa é uma pergunta recorrente naqueles e-mails de que falei. Para quem fez um bom curso de Economia, talvez a graduação baste. Para os outros, como eu, considero um cursinho indispensável. Fiz o ProAnpec, oferecido por professores da USP, mas há outras boas opções no mercado. Neles, além de aprender Economia, você pode tornar-se perito no estilo da prova.

A maioria dos leitores que me manda e-mail ou me faz perguntas não é economista. Por isso, vai a dica final: não dê ouvidos a quem disser que é impossível ser aprovado. Ouvi muito isso. Na véspera, a Anpec divulga os concorrentes e a profissão. Eram 900, a maioria de economistas e engenheiros. Havia dois ou três advogados, um farmacêutico e nenhuma jornalista???

Até hoje não sei porque não apareci naquela lista, mas o fato é que fui selecionada para cinco dos seis centros para os quais me candidatei, todos com bolsa. Mas não foi fácil não, viu? Pense em muito estudo e esforço. Agora multiplique por dois.

Este post é dedicado aos leitores que já enviaram e-mails e à arquiteta Carolina Caribé, que conheceu o blog hoje. Senti nela uma pontinha de empolgação para enfrentar essa maratona. Para mais informações sobre a prova, clique aqui.

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Sheena Iyengar, em foto de Steve Pyke

Você certamente já se encontrou alguns minutos em frente a uma prateleira de supermercado tentando escolher entre os vários sabores de um produto. Quantas vezes já saiu sem levar nada? O excesso de variedade pode ser ruim, segundo estudo conduzido na Califórnia, nos Estados Unidos.

Na pesquisa, conhecida como estudo da geleia, 24 sabores do produto foram expostos em um balcão de provas de um supermercado.  Muitos consumidores pararam para apreciar, mas apenas 3% deles compraram. Quando o número de sabores foi reduzido para seis, a visita foi menor, mas 30% dos interessados levaram a geleia.

A pesquisadora, Sheena Iyengar, curiosamente cega, decidiu pela pesquisa depois de se incomodar com a variedade de cada produto nas prateleiras do supermercado. Apesar da quantidade de opções (depois descobriu que por causa dela), Iyengar raramente comprava alguma coisa.

Em outro experimento, com chocolates, a pesquisadora percebeu que, diante de mais opções, os consumidores saíam menos satisfeitos com suas decisões.

O estudo também se aplica ao mundo dos investimentos. O Centro de Pesquisa de Aposentadoria do Vanguard Group, uma companhia de fundos de investimentos, fez pesquisa semelhante com cerca de 900 mil empregados. Quando aumentava as opções de investimentos para o grupo, a taxa de participação caía.

De acordo com o psicólogo George Miller, as pessoas só são capazes de escolher entre sete tipos diferentes de um produto. Mais do que isso pode confundir e levar à desistência.

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Uma empresa pode ganhar muito ao manter o salário acima do nível de mercado. É o que defende a teoria econômica dos salários de eficiência. Os argumentos são válidos ainda que haja trabalhadores no mercado dispostos a ganhar  menos.

As teorias que defendem o salário elevado prosseguem com argumentos diferentes. Gregory Mankiw apresenta alguns no livro Introdução à Economia.

A defesa básica é que trabalhadores que ganham mais comem melhor, sendo, assim, mais saudáveis e produtivos. É mais convincente para profissionais com baixa remuneração.

Outra teoria é a da rotatividade. A frequencia com que funcionários pedem demissão depende dos benefícios oferecidos pela empresa. Remunerações atraentes, assim, reduziriam custos de contratação e treinamento.

Alguns autores defendem ainda que o esforço do trabalhador aumenta com o salário. Monitorar os empregados nem sempre é possível e envolve gastos. Mais dinheiro no fim do mês torna o trabalhador mais preocupado em manter o emprego e, por isso, mais esforçado.

Por fim, o salário alto é relacionado à qualidade do trabalhador. Quando uma empresa oferece melhores salários, atrai profissionais mais qualificados. Quem tem mais alternativas no mercado pode não aceitar submeter-se a uma remuneração muito baixa.

Já escolheu o argumento para convencer seu chefe?

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É do empresário e apresentador Silvio Santos o bordão “um milhão de reais em barras de ouro que valem mais do que dinheiro”. Pode funcionar como estratégia de marketing, mas o slogan está longe de ser educativo.

Um milhão de reais em dinheiro, café, soja, computadores, imóveis ou ouro valem exatamente um milhão de reais!

No dia em que receber o prêmio em barras de ouro o vencedor terá em mãos o equivalente a um milhão de reais. Se não fizer a troca por dinheiro no mesmo dia, aí esse valor pode mudar, para cima ou para baixo.

O ouro é uma commodity, nome dado a matérias primas, moedas ou mercadorias com pequeno grau de industrialização, produzidas em grande quantidade e negociadas mundialmente.

Como já vimos aqui, as commodities têm qualidades bem definidas, o que permite negociá-las em bolsa de mercadorias.

Assim, o preço do ouro é definido em um mercado mundial, pela oferta e procura e também por especulação. Seu valor sobe e desce, assim como o do dólar, do real e do euro.

Ou seja: quem ganha hoje 1 milhão de reais em barras de ouro tem, no momento, 1 milhão de reais em dinheiro. Amanhã pode ter mais ou menos.

Agradeço ao Daniel Cabral pela sugestão de tema. Clique aqui e deixe também a sua ideia ou dúvida.

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Vou aproveitar a véspera do fim de semana para esquecer um pouco a crise, incentivar a educação e aumentar a autoestima dos colegas de mestrado e doutorado, que sempre leem e estimulam o blog.

Na verdade, a boa notícia não é minha, mas do professor da USP Naercio Menezes, em artigo hoje para o Valor Econômico, em que mostra as diferenças salariais trazidas por anos a mais de estudo.

Os dados mostram que o diferencial de salário de mestres e doutores em relação a graduados, que era de 40% em 1992, passou para 70% em 2008.

Quer dizer que, em média, para cada mil reais ganhos por quem tem nível superior, o pós-graduado deve receber 1.700 reais. Nada mau, não?

O interessante é que este “é o único diferencial de salários que ainda está crescendo”, segundo Menezes.

A diferença de ganhos entre quem tem nível superior e ensino médio é altíssima, de 150% em 2008, mas vem caindo. Em 2002 era de 160%.

Ou seja: ter nível superior torna-se cada vez mais comum, enquanto o título de mestrado ou doutorado ganha com o passar do tempo mais valor.

Menezes ressalta a dificuldade de encontrar pesquisas sobre pós-graduados no mercado de trabalho. É importante tentar identificar seus reflexos não só nos salários pessoais, mas, principalmente, no desenvolvimento do país. Só assim será possível tentar avaliar o valor, certamente altíssimo, de investir na educação.

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Parece contraditório, mas é possível: o valor das exportações de um país pode ser maior que seu Produto Interno Produto (PIB), a soma de todos os bens finais produzidos pela economia.

Imagine um país que importe um metal no valor de 1 bilhão de reais. Com trabalho e máquinas próprias produz peças que passam a custar 1,2 bilhão de reais. Por fim, o país exporta parte dessas peças, pelo valor de 1 bilhão, e o restante fica no país.

No cálculo do PIB, somamos a demanda interna e as exportações e tiramos as importações. Como exportações e importações anulam-se, resta a demanda interna, correspondente às peças que ficam no país, no valor de 200 milhões de reais.

Uma forma mais fácil de calcular o PIB neste caso é pelo valor agregado. Pode-se definir o PIB como a soma dos valores adicionados em uma economia. Para a nossa história, os trabalhadores e máquinas brasileiras agregaram apenas os 200 milhões de reais.

Conclusão: temos aqui uma economia que exporta 1 bilhão de reais, cinco vezes o que produz: 200 milhões de reais. O valor 5 é chamado de coeficiente de exportação.

O exemplo, de Olivier Blanchard no livro Macroeconomia, não é fictício. Segundo o autor, “esse, na verdade, é o caso de diversos países pequenos, onde a maior parte da atividade econômica é organizada em torno de um porto e atividades de importação e exportação” (p. 354).

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