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Archive for the ‘Economia Hoje’ Category

O mercado de trabalho brasileiro sentiu a crise internacional, com aumento de 18,5% na população desocupada em relação a 2008. Esse é um dos resultados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2009, divulgada hoje. A PNAD é um levantamento anual do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre vários temas, como educação, emprego e rendimentos.

Um grande número de pessoas, 1,3 milhão, juntou-se à população que não trabalha e tem 10 anos ou mais. O prejuízo foi maior para os mais jovens. A taxa de desocupação para eles subiu de 7,1% para 8,3%.

Um dado positivo é a formalização. Os empregados com carteira assinada aumentaram de 58,8% em 2008 para 59,6% em 2009. O rendimento mensal médio do trabalhador aumentou em R$ 24. Os empregados do Norte do país tiveram o maior reajuste médio, de R$ 39. Houve uma pequena redução na desigualdade de renda, medida pelo Índice de Gini.

No ano passado, 43,1% da população ocupada tinham pelo menos o ensino médio completo. O nível de estudo aumentou, mas ainda é muito baixo. Apenas 11,1% dos trabalhadores têm nível superior completo. Em 2008, os graduados eram 10,3% do total.

O acesso à infraestrutura básica também tem aumentado, mas alguns dados ainda assustam. 40,9% da população ainda não têm acesso a esgoto e 15,6% não têm água encanada.

Cresceu o número de domicílios com bens duráveis, como máquinas de lavar, TV e geladeira. O contato com computadores ainda é limitado, restrito a 34,7% da população. Apenas 27,4% têm acesso a internet. É interessante observar, entretanto, que o número de usuários mais que dobrou entre 2005 e 2009. Hoje são 67,9 milhões de internautas brasileiros.

A população chegou a 191,8 milhões de pessoas, a maior parte delas, 51,3% de mulheres. O número de domicílios foi estimado em 58,6 milhões.

Para encerrar, uma curiosidade: o conceito de domicílio é meio difuso, principalmente nas periferias. Eu pego emprestado o do meu professor de Econometria na Unicamp, Rodolfo Hoffmann, que adora destrinchar a PNAD: um domicílio é formado por todas as pessoas que se reúnem em torno do mesmo fogão. Prático, não?

Agradeço ao Charles Jr. pela dica de assunto para o post.

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Achei fantástico o levantamento de supermercados feito pela Associação de Consumidores Pro Teste. A pesquisa foi amplamente noticiada, mas vou encerrar esta semana com ela porque isso é pura Economia.

Saber qual o supermercado mais barato perto da sua casa é muito simples. Primeira você clica aqui. Como os preços variam de acordo com o tipo de compra que você faz, é preciso escolher uma cesta. O site oferece algumas prontas, mas você pode montar a sua.

Escolha também estado, cidade e região e seu perfil de gasto: você compra os produtos pela marca ou opta sempre pelos mais baratos? Depois é hora de simular.

A ferramenta informa o supermercado mais barato perto de você e coloca os outros em ordem do mais barato para o mais caro.

Como disse no primeiro post deste blog, o significado original da palavra Economia é aquele que administra um lar. Quem já assumiu essa função sabe que um dos desafios mais importantes nessa tarefa diária é a pesquisa de preços. Palmas para a Pro Teste!

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O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu há pouco manter a taxa básica de juros em 10,75%. Há três reuniões, o grupo aumentava a taxa, que serve de referência para os juros cobrados em toda a economia.

A decisão por manter a taxa foi justificada com a “continuação do processo de redução de riscos para o cenário inflcionário”.

O governo vinha aumentando os juros, o que desestimula investimentos e crédito, com a justificativa de prevenir um aumento geral no nível de preços. Isso poderia ocorrer se a oferta de bens e serviços não fosse capaz de sustentar a procura.

É difícil justificar, entretanto, a necessidade de juros tão altos, os mais elevados do mundo, na época do “nunca antes na história desse país”.

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Uma das barreiras ao desenvolvimento brasileiro é a dificuldade de conseguir crédito por um período longo. É herança de uma época em que a instabilidade caracterizava a economia.

Quem ia querer emprestar dinheiro por muito tempo quando a inflação comia sem dó o valor do dinheiro, os planos econômicos (alguns mirabolantes) alternavam-se rapidamente e o futuro era uma incógnita? Como definir os juros nesse contexto? E quem se arriscaria a assumir os juros exorbitantes que resultariam de todo esse risco?

Os grandes investimentos só não foram todos inviabilizados até o momento pela existência de um emprestador público, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A instituição é hoje a principal financiadora de longo prazo dos investimentos no país.

Agora que a economia caminha a passos mais confiáveis, o governo quer incluir a iniciativa privada nesse tipo de crédito. O pacote, que deve ser lançado depois das eleições segundo o Valor Econômico desta segunda-feira,  inclui definir até onde o BNDES deve ir e criar isenções de impostos para os empréstimos mais longos.

Assim, espera-se aumentar a taxa de investimento no país, definida como uma proporção de todos os bens finais produzidos no país, o Produto Interno Bruto (PIB). Atualmente, a taxa brasileira é de 19%. Para se ter uma ideia, a chinesa está próxima de 40%.

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Há algum tempo uma palavra tem aparecido com frequência nos jornais brasileiros: desindustrialização. Há quem diga que o fenômeno é evidente no país, enquanto outros negam a tendência.

A desindustrialização refere-se a uma perda de participação da indústria na produção total do país. Outro conceito, mais restrito, trata da redução persistente da quantidade de vagas na indústria como proporção do emprego total.

Alguns economistas apontam o fenômeno como resultado da valorização da moeda brasileira. O Real forte permite importar mais bens e torna nossos produtos mais caros para os estrangeiros, ou seja, tende a favorecer importações e prejudicar exportações. O setor industrial realmente registra déficits, mais importações do que exportações, desde 2008.

Assim, quem acredita na desindustrialização defende que a valorização do Real prejudica a indústria de duas formas: os produtos nacionais perdem parte do mercado interno para equivalentes estrangeiros e ainda tornam-se pouco atraentes para outros países do mundo. O resultado pode ser a falência de várias indústrias, diminuindo sua parcela na produção do país.

Em artigo no Valor Econômico de hoje, Cristiano Romero apresenta uma pesquisa que contraria a tese. De acordo com os economistas Régis Bonelli e Samuel Pessoa, da Fundação Getúlio Vargas, é cedo para falar em desindustrialização.

Segundo os pesquisadores, a redução de participação da indústria é um fenômeno mundial. Para eles, alterar o regime cambial, impedindo a valorização do Real, seria uma reação precipitada e equivocada.

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“Aquisições estão no radar da maioria dos CEOs no Brasil”. Esse é o título de uma das matérias do Valor Econômico de hoje. Afinal, o que significa essa pomposa sigla, CEO, lida em inglês?

O CEO é o Chief Excecutive Officer, uma espécie de diretor executivo ou diretor geral.

Algumas vezes, a função confunde-se com a de presidente. Em outros casos, o cargo de CEO cria uma separação. O presidente representa a empresa, enquanto o CEO põe a mão na massa, ou pelo menos é quem manda os outros colocarem.

O CEO coordena o cotidiano de uma organização, a rotina de trabalho. Exatamente por isso, é a ele que são atribuídos os resultados da companhia, sejam bons ou ruins.

O cargo de CEO ainda é predominantemente masculino. Uma pesquisa divulgada pelo Fórum Econômico Mundial em março deste ano revelou que a média de mulheres que ocupam o cargo é de cerca de 5% no mundo. No Brasil, a porcentagem é um pouco maior, mas ainda muito baixa, de 11%.

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As empresas Intel e General Electric anunciaram nesta segunda-feira a criação de uma joint venture. Essa é mais uma expressão em inglês muito usada no noticiário de economia. A tradução literal levaria a algo como aventura em conjunto.

Realmente, as duas gigantes lançam-se em uma aventura: uma nova empresa, que vai  buscar soluções para prover cuidados em casa e independência a doentes crônicos.

Compartilhar conhecimentos e dividir o risco são objetivos comuns a várias joint ventures. Cria-se uma empresa para fazer determinado investimento, sem que as empresas participantes percam suas identidades.

Nessa modalidade, uma empresa não absorve a outra e também não há fusão. Há sim uma estratégia comum, como no caso da Intel e da General Electric. Elas vão explorar um nicho de mercado crescente, com o envelhecimento da população.

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