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O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu há pouco manter a taxa básica de juros em 10,75%. Há três reuniões, o grupo aumentava a taxa, que serve de referência para os juros cobrados em toda a economia.

A decisão por manter a taxa foi justificada com a “continuação do processo de redução de riscos para o cenário inflcionário”.

O governo vinha aumentando os juros, o que desestimula investimentos e crédito, com a justificativa de prevenir um aumento geral no nível de preços. Isso poderia ocorrer se a oferta de bens e serviços não fosse capaz de sustentar a procura.

É difícil justificar, entretanto, a necessidade de juros tão altos, os mais elevados do mundo, na época do “nunca antes na história desse país”.

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As expectativas do mercado foram confirmadas. Pela terceira vez o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central ficou em cima do muro: manteve a taxa básica de juros em 8,75%.

As reuniões do Copom duram dois dias e são secretas. Ao final, o comitê divulga uma pequena nota à imprensa. Dessa vez, o texto cita a flexibilização da política monetária desde janeiro e a margem de ociosidade dos fatores produtivos.

O ano começou com taxa de 13,75% ao ano, que foi cortada gradualmente até julho. Esse é um sinal de que o governo pretendia estimular a economia, garantindo dinheiro barato.

A manutenção da taxa, chamada Selic, desde julho indica o temor de que novos cortes causem inflação, um aumento geral no nível de preços.

O governo avalia esse risco a partir da ociosidade dos fatores produtivos. Quando há grande quantidade de máquinas, estrutura e trabalhadores desocupados, mais dinheiro em circulação leva a mais produção. Se a indústria já está funcionando com capacidade máxima, o excesso de dinheiro pode se refletir em preços altos.

O mercado já começa a especular sobre os movimentos da taxa no ano que vem. Hoje, o ministro da Fazenda Guido Mantega afirmou que o governo trabalha com a manutenção da Selic em 8,75% também em 2010, já que, segundo ele, a inflação está sob controle.

A próxima reunião do Copom será nos dias 26 e 27 de janeiro.

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O Comitê de Política Monetária do Banco Central decidiu nesta quarta-feira manter a taxa básica de juros em 8,75% ao ano. Desde o começo de 2009, a Selic baixou cinco pontos percentuais.

Como já vimos aqui, as mudanças na taxa têm o objetivo de movimentar a economia, quando há corte, ou promover sua desaceleração, quando os juros sobem. A decisão de interromper o ciclo de queda é um sinal do temor da inflação.

Na pequena nota divulgada à imprensa, o comitê justifica a decisão com base na “margem de ociosidade dos fatores produtivos”. O termo faz referência aos trabalhadores e equipamentos que estão desocupados na indústria.

A quantidade de fatores ociosos é um indicador da possibilidade de inflação. Quando o governo corta juros, estimula a economia. Se as empresas não forem capazes de suprir a nova demanda, haverá um descasamento: muita demanda para pouca oferta. O reflexo dá-se nos preços, ou seja, com inflação.

O Copom sinalizou que os juros atuais “permitem a recuperação não inflacionária da atividade econômica”, ou seja, movimentar a atividade sem que haja pressão sobre a produção.

Há questionamentos, entretanto, da necessidade de manter juros tão altos. Com a crise, países desenvolvidos como Estados Unidos, Suíça e os europeus baixaram a taxa para perto de zero.

Uma justificativa recorrente para os juros altos é a necessidade de atrair recursos estrangeiros para o país. Os investidores estrangeiros só se interessariam pelos títulos públicos brasileiros se a taxa que os remunera, a Selic, fosse alta. Mas muitos países subdesenvolvidos que oferecem investimentos considerados mais arriscados que os brasileiros conseguem manter taxas mais baixas.

Veja aqui a explicação do economista Fabio Erber sobre quem perde e quem ganha com os juros altos no Brasil.

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