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Posts Tagged ‘Delfim Netto’

Em entrevista ao Valor Econômico de hoje, o economista Delfim Netto afirmou que o Real valorizado está destruindo nossas cadeias produtivas: “Isso está destruindo o que tínhamos de mais precioso, que era uma indústria extremamente sofisticada e diversificada”.

Como o Real valorizado pode prejudicar as nossas indústrias? Com a moeda forte, as moedas estrangeiras ficam mais baratas para os brasileiros. Assim, podemos importar mais.

Muitos produtos estrangeiros que entram baratos no mercado são concorrentes dos fabricados no Brasil. As empresas podem ficar prejudicadas, demitir empregados e até falir.

Quando as importações superam as exportações, fala-se que o país tem déficit em conta corrente. Para Delfim, esse fato não assusta. Segundo ele, essa situação não vai impedir o país de crescer 7% ao ano nos próximos 5 anos.

E, depois desse período, Delfim acredita que a venda de petróleo da camada pré-sal vai fazer as exportações subirem, resolvendo o déficit. O problema maior, para o economista, são as indústrias que morrerão pelo caminho.

Outra declaração enfática de Delfim foi sobre a moeda chinesa, o yuan, ventilada por alguns como possível substituta do dólar no cenário internacional. Para ele, “só um país descerebrado pode pensar que o yuan vai ser uma moeda internacional. Moeda é confiança. Quem confia no partido comunista chinês? Nem os comunistas confiam”.

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Há menos de uma semana, um tio me perguntou o que explicava a recente valorização do real. Vieram à minha mente vários artigos e matérias lidos recentemente que explicam a oscilação com dados, tabelas e gráficos completamente diferentes.

O artigo do economista Delfim Netto no Valor Econômico de hoje acalmou minha confusão mental. Uma frase genial resume tudo: “Existem três causas que levam à loucura: o amor, a ambição e o estudo das taxas de câmbio”.

Segundo o professor, as análises só conseguem explicar um curto período de observação. Logo em seguida, as oscilações contrariam os modelos.

O economista afirma que a melhor explicação para a valorização do real no momento é a liberdade do movimento de capitais. Ou seja, o dólar entra no país atraído principalmente pela expectativa de rendimento muito superior à do mercado internacional. Mas esse é apenas um dos fatores.     

Delfim Netto critica analistas e autoridades que usam “clara demonstração de saber e arrogância” quando são questionados sobre as flutuações do câmbio. Muitos apelam para o que chamam de fundamentos, uma palavrinha usada com frequência por economistas que não querem explicar algo.

Portanto, quando você ouvir um economista dizer que os fundamentos explicam algo, não deixe de perguntar: que fundamentos?

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O IBGE vai divulgar o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro nos três primeiros meses do ano daqui a exatamente uma semana, na próxima terça-feira. O dado vai revelar se a soma dos preços de todos os bens finais produzidos no país aumentou ou diminuiu. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, já admitiu a possibilidade de que a economia tenha encolhido.

Nos últimos três meses de 2008, o PIB caiu 3,6%. Se o IBGE confirmar mais uma queda, teremos entrado em recessão. O termo é usado internacionalmente quando um país tem duas reduções seguidas na medida.

Apesar de uma convenção, criada pelo homem, a palavra recessão assusta. O economista Delfim Netto trata, de forma muito interessante, do efeito que o simples possível anúncio da recessão pode ter sobre a economia brasileira, em artigo escrito nesta terça-feira para o Valor Econômico:

É inevitável que esse ‘fato’ (construído por uma convenção) exerça uma pressão psicológica, que preocupará os agentes econômicos. Os consumidores, mesmo aqueles que eventualmente não sentiram a ‘recessão’, alterarão suas expectativas sobre o futuro, particularmente sobre seu emprego. Os empresários, que preventivamente dispuseram de seus estoques, reduzindo a produção, terão dúvidas sobre a demanda. Os banqueiros que importaram a crise ficarão mais vigilantes sobre a qualidade dos seus créditos, racionando-os e aumentando seus juros”.

Ou seja, a mera constatação do que já passou pode prejudicar a recuperação do país diante da crise internacional. Delfim Netto é otimista e afirma que não devemos nos impressionar com os dados, já que, segundo ele, “o presente é claramente diferente”, ainda que informações atrasadas nos levem a pensar o contrário.

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