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Posts Tagged ‘falta de informação turismo RJ’

Acabo de voltar de três dias de turista de primeira viagem na cidade maravilhosa. Não há dúvida de que o Rio de Janeiro faz juz ao título. A questão é se está preparado para receber turistas e, mais ainda, para ser a sede da Olimpíada de 2016.

Para quem começa o passeio pelo Cristo Redentor a sensação é desoladora. Havia apenas um guichê para atender uma longa fila e o caixa preferencial estava fechado. Por 36 reais é possível subir de trem, quando se passa pelo Parque Nacional da Tijuca, a maior floresta urbana do mundo, o que só soube agora por uma pesquisa na internet.

O trem deveria ter guia ou áudio gravado para explicar o que se passava. Na primeira parada, muitos acharam que o trem tinha enguiçado. Ninguém explicou o que era o prédio abandonado do Hotel das Paineiras, que já recebeu hóspedes ilustres, como o presidente Getúlio Vargas e a seleção brasileira de 1970.

A visita pelo centro da cidade é ainda mais inviável para turistas, principalmente estrangeiros. Custei a descobrir o que eram vários edifícios imponentes e alguns até agora não sei o que são. Em muitos lugares, a sensação de insegurança impedia de sacar a câmera fotográfica, como nos Arcos da Lapa.

Só descobri que estava no Paço Imperial, sede do governo brasileiro no século dezoito, ao me juntar a um grupo de turistas estrangeiros com guia próprio. Não havia qualquer placa na entrada com essa informação.

No Museu Nacional de Belas Artes, outra decepção: a exposição permanente estava fechada para visita. Segundo um segurança, uma parte estava isolada há muito tempo e a outra só naqueles dias por problemas no ar condicionado.

É preciso fazer justiça ao Pão de Açúcar, o único lugar onde as informações eram fáceis e o atendimento de qualidade.

Para completar a viagem, tive alguns problemas com taxistas. Uma não apareceu na hora marcada, outro foi mal educado e o último usou como rota alternativa ao congestionamento, às dez horas da noite, sem fazer qualquer pergunta aos passageiros, o morro da Mangueira. Sem problemas, já que ele não respeitou os semáforos e fez tudo a 100 quilômetros por hora.

Na preparação para as olimpíadas, é preciso lembrar que uma placa, um folheto ou um recepcionista são investimentos simples e eficientes, que a insegurança prejudica (e muito) o turismo e que não só de belezas naturais (ainda que elas sejam muitas) se faz uma cidade.

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