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Posts Tagged ‘selic’

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu há pouco manter a taxa básica de juros em 10,75%. Há três reuniões, o grupo aumentava a taxa, que serve de referência para os juros cobrados em toda a economia.

A decisão por manter a taxa foi justificada com a “continuação do processo de redução de riscos para o cenário inflcionário”.

O governo vinha aumentando os juros, o que desestimula investimentos e crédito, com a justificativa de prevenir um aumento geral no nível de preços. Isso poderia ocorrer se a oferta de bens e serviços não fosse capaz de sustentar a procura.

É difícil justificar, entretanto, a necessidade de juros tão altos, os mais elevados do mundo, na época do “nunca antes na história desse país”.

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A economia brasileira está aquecida. Com dinheiro em mãos, os brasileiros querem gastar. Diante de tanta demanda e da dificuldade de oferecer mais em pouco tempo, produtores e comerciantes podem subir os preços. É a temida inflação.

Para evitar os transtornos trazidos pela inflação, o governo define uma meta. Atualmente, o objetivo é que a taxa não passe muito de 4,5% ao ano, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Isso significa que uma cesta de produtos e serviços que custava R$100 no começo do ano deve chegar em dezembro por cerca de R$104,50.

Acontece que, se tudo continuar como está, a expectativa do mercado é que a inflação chegue a 5,03%. Na atual política, este é um sinal de alerta para o governo. Ele aponta para a necessidade de conter a economia, tirar dinheiro de circulação. Isso é feito por meio de ajustes na taxa Selic, em reuniões da diretoria do Banco Central que ocorrem a cada 45 dias.

Apesar dos temores da inflação, o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu nesta quarta-feira segurar um pouco mais a taxa, que está em 8,75% ao ano desde julho do ano passado. Foi confirmada a previsão do mercado financeiro, que espera um primeiro aumento da taxa somente em abril. A previsão do mercado, segundo pesquisa do próprio Banco Central, é que a taxa chegue ao fim do ano em 11,25%.

O Bacen já deu o sinal. Segundo nota divulgada pelo banco, dessa vez a decisão não foi unânime. Três dos oito diretores defendiam um aumento de meio ponto percentual na taxa.

O caminho da Selic até o seu bolso é tortuoso, com muitos resultados ainda não comprovados pela ciência econômica. A ideia básica é que você pode pensar na taxa Selic como o preço médio do dinheiro. Se ela sobe, o dinheiro fica mais caro e circula menos. Se abaixa, o efeito é contrário e pode haver inflação.

É bom destacar que a taxa básica brasileira sempre figura entre as mais altas do mundo, revezando a liderança com poucos países. A necessidade ou não de juros tão altos é o alvo de muitas polêmicas, não só no Brasil, mas em vários países que adotam esse tipo de procedimento, conhecido como política de metas.

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As expectativas do mercado foram confirmadas. Pela terceira vez o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central ficou em cima do muro: manteve a taxa básica de juros em 8,75%.

As reuniões do Copom duram dois dias e são secretas. Ao final, o comitê divulga uma pequena nota à imprensa. Dessa vez, o texto cita a flexibilização da política monetária desde janeiro e a margem de ociosidade dos fatores produtivos.

O ano começou com taxa de 13,75% ao ano, que foi cortada gradualmente até julho. Esse é um sinal de que o governo pretendia estimular a economia, garantindo dinheiro barato.

A manutenção da taxa, chamada Selic, desde julho indica o temor de que novos cortes causem inflação, um aumento geral no nível de preços.

O governo avalia esse risco a partir da ociosidade dos fatores produtivos. Quando há grande quantidade de máquinas, estrutura e trabalhadores desocupados, mais dinheiro em circulação leva a mais produção. Se a indústria já está funcionando com capacidade máxima, o excesso de dinheiro pode se refletir em preços altos.

O mercado já começa a especular sobre os movimentos da taxa no ano que vem. Hoje, o ministro da Fazenda Guido Mantega afirmou que o governo trabalha com a manutenção da Selic em 8,75% também em 2010, já que, segundo ele, a inflação está sob controle.

A próxima reunião do Copom será nos dias 26 e 27 de janeiro.

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Começa mais uma semana de expectativa sobre a taxa básica de juros, que será definida na quarta-feira. Dessa vez, entretanto, não há polêmica: os analistas acreditam que o governo não vai querer estimular nem segurar a economia. Para eles, a taxa será mantida em 8,75%.

A chamada Selic corresponde aos juros pagos a quem empresta dinheiro para que o governo pague sua dívida. Quem faz isso passa a deter um título público. Quanto mais alta a taxa, como é o caso da brasileira, e quanto maior a confiança de que o governo do país não vai dar o calote, mais ela atrai investidores, inclusive estrangeiros.

No momento, a taxa alta traz dois resultados indesejáveis para o país. Um é a atração de dólares, que valoriza a moeda brasileira e prejudica os exportadores (veja aqui). O outro é a barreira ao crescimento. Juros altos significam dinheiro caro, um impedimento para os investimentos.

Um dos principais argumentos para manter a taxa alta é o temor da inflação: dinheiro barato resulta em mais dinheiro em circulação. Se a oferta de produtos não aumentar, poderá haver mais dinheiro para cada produto e os preços podem subir. Com base nesse argumento e no aquecimento da economia, muitos analistas já vislumbram uma retomada da trajetória de alta da taxa para o ano que vem.

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O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central confirmou as expectativas do mercado. A taxa básica de juros, chamada de Selic, foi mantida em 8,75% ao ano. A justificativa é contribuir para “assegurar a manutenção da inflação na trajetória de metas ao longo do horizonte relevante e para a recuperação não inflacionária da atividade econômica”.

Perseguir uma meta de inflação é a missão do Copom há dez anos. Quem define essa inflação ideal é o Conselho Monetário Nacional, formado pelos ministros da Fazenda e do Planejamento e pelo próprio presidente do Banco Central. Para este ano, ela é de 4,5%.

Na prática, os membros do Copom têm que trabalhar para que os preços de bens e serviços para famílias que ganham entre um e quarenta salários mínimos por mês não subam mais do que 4,5% durante o ano de 2009. Essa referência é o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Com a recuperação da economia brasileira, mais dinheiro circula no mercado. As indústrias que contraíram a produção, por causa da crise, podem suprir essa demanda. Se elas não forem capazes de fazê-lo, a demanda é maior do que a oferta e pode haver inflação, ou seja, uma elevação no nível geral de preços.

Por isso, segundo a nota divulgada pelo banco, o Copom está de olho na “margem de ociosidade dos fatores produtivos”, ou seja, na quantidade de desempregados e equipamentos fora de uso. Se eles forem muitos, a indicação seria baixar os juros, fazer mais dinheiro circular. No caso de produção aquecida, a resposta seria uma elevação na taxa. O governo preferiu ficar no meio do caminho: manter como está.

Muitos analistas apostam em um caminho de alta para o ano que vem, apesar de a taxa brasileira ainda ser uma das mais altas do mundo.

É importante dizer que a política de metas de inflação não é algo necessário, nem unânime. Em entrevista recente à revista Época Negócios, o Nobel de Economia Joseph Stiglitz disse que “as metas de inflação são uma dessas ideias simplistas que só são justificadas no contexto de modelos teóricos muito básicos, que agora estão sendo rejeitados”, fazendo referência às linhas de pensamento que ganharam força com a crise.

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Os olhares estão voltados para a penúltima reunião deste ano do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, marcada para esta quarta-feira. A estimativa unânime do mercado, que raramente é contrariada, é que a taxa básica de juros (Selic) seja mantida em 8,75%.

Acompanhamos aqui os sucessivos cortes na Selic, com o objetivo de fazer a economia movimentar-se, apesar da crise. Mas, desde a última reunião, em setembro, o Copom decidiu que era hora de parar de estimular a economia. A decisão, como deve ser agora, foi de manter a taxa de juros.

Muitos comemoraram a queda recente dos juros brasileiros, um dos mais altos do mundo, que chegaram a apenas um dígito em junho deste ano. Isso porque juros altos significam dinheiro caro, o que impede a economia de crescer.

As estimativas, entretanto, já são de retomada da alta. O mercado só diverge sobre quando ela vai começar. Alguns acreditam que isso já vai acontecer na próxima reunião, em novembro. Muitos outros apostam em julho de 2010.

A necessidade de retomar a alta é defendida por analistas por causa da recuperação da economia. Isso pelo medo da inflação. Os juros altos enxugariam recursos do mercado, impedindo excessos. Outros lembram, entretanto, que o Real está valorizado, o que por si só é uma arma contra a inflação: os produtos importados tornam-se relativamente baratos e as indústrias brasileiras são impedidas de elevarem os preços.

Veja a opinião do economista Fabio Erber sobre quem perde e quem ganha com os juros básicos altos.

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O Comitê de Política Monetária (Copom) reúne, a cada 45 dias, o presidente e diretores do Banco Central com um objetivo: definir alterações na polêmica taxa básica de juros, ou Selic. A reunião é secreta, o que impede que se saiba exatamente como foram tomadas as decisões.

Muitas pessoas pensam que se trata de um cáculo matemático. Lançam-se valores de capacidade não utilizada das indústrias, desemprego, crescimento, inflação, entre outros e, como mágica, sai a Selic! Assim definida, a taxa passa a ser uma referência para o preço do dinheiro. Dinheiro muito barato pode levar à inflação e muito caro pode limitar o crescimento.

Uma apresentação do ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga, em seminário sobre metas de inflação, mostra que não é bem assim. Segundo o economista, “não há uma fórmula matemática que chega à melhor projeção de inflação e nível de atividade a partir da qual o Copom toma sua decisão”.

Segundo Fraga, há sim fórmulas, sem muita transparência para o público, assume. Ele ressalta, entretanto, que o Copom procura juntar esses resultados a avaliações qualitativas, em um processo “menos formal do que se imagina, mas não por isso menos eficaz”.

No mesmo artigo, o economista defende que “um pouco mais de transparência no que tange aos modelos que são utilizados e sua integração com as informações qualitativas seria útil e reforçaria a credibilidade e legitimidade do processo”.

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Metas de inflação

O sistema de metas de inflação completa dez anos em 2009, sob elogios e críticas. É exaltado por muitos por impedir a volta do período de inflação absurda, que obrigava as famílias a encher a dispensa assim que o salário caía na conta. É acusado por outros de ter limitado o crescimento brasileiro.

Como o sistema funciona? Um conselho do Banco Central define uma inflação ideal para o ano. Em 2009, por exemplo, ela é de 4,5%. A referência usada é o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), formado com base nos preços dos bens e serviços consumidos por famílias que recebem de um a 40 salários mínimos.

Depois de definir a meta de inflação, o BC começa a persegui-la. Para isso, outro conselho define periodicamente a taxa básica de juros, a Selic. Se o banco avalia que a economia está muito aquecida, com demanda em excesso, o que pode levar à inflação, aumenta a Selic. Pode também mantê-la ou reduzir, caso considere que não há uma pressão de demanda.

É bom lembrar que os juros são o preço do dinheiro. Quanto mais baixos, a tendência é haver mais dinheiro em circulação. Se muita gente quer comprar e os produtores não conseguem aumentar a produção no curto prazo, os preços podem subir. É isso que o BC tenta evitar quando aumenta os juros básicos.

Os juros altos também têm um efeito sobre a taxa de câmbio. Eles atraem investidores internacionais para os títulos públicos do governo brasileiro, que rendem a Selic. Com mais moeda estrangeira no país, o Real valoriza-se. Assim, podemos importar mais. A entrada de importados aumenta a concorrência aos produtos brasileiros, outro reforço para controlar a inflação. 

Fica claro que, quando o Banco Central aumenta os juros, tradicionalmente altos no Brasil, segura a economia. O sistema de metas brasileiro é acusado de fazer o governo se preocupar tanto com a inflação que acaba deixando de lado emprego, produção, investimentos, crescimento.

Agradeço ao economista Ricardo Geoffroy pela sugestão de tema. Dê também uma ideia de assunto

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O Banco Central deu um sinal nesta quarta-feira de que quer estimular a economia: baixou a taxa básica de juros em um ponto percentual. Isso significa que o dinheiro deve ficar mais barato. Pela primeira vez na história, a taxa brasileira tem só um dígito: ficou em 9,25%.

Os juros, conhecidos como Selic, são a taxa paga pelo governo para quem empresta dinheiro a ele, ou seja, compra títulos públicos. São também um referencial para toda a economia. É um sinal para empresários de que o dinheiro deve ficar mais acessível, tanto para eles, para que invistam, quanto para seus consumidores. Uma sinalização importante, especialmente em tempos de crise.

A redução nos juros era esperada. Dados do IBGE, divulgados na terça-feira, mostraram que o país entrou em recessão: a produção encolheu por dois trimestres seguidos.

O que não era consenso era o tamanho da redução. Muitos esperavam queda menor, de 0,75 ponto percentual. Mas o BC já avisou, por uma nota, que “qualquer flexibilização monetária adicional deverá ser implementada de maneira mais parcimoniosa”.

Qual o medo do Banco Central? Estimular a economia em excesso, sobrar dinheiro no mercado e isso virar inflação.

A redução na taxa pode ser comemorada pelos exportadores. A taxa básica alta atrai investidores de outros países, que aplicam o dinheiro nos confiáveis títulos públicos brasileiros e ganham muito com isso. A redução dos juros torna nossos títulos um pouco menos atraentes. Assim, devem entrar menos dólares no mercado, o que significa menos valorização da nossa moeda (Veja como câmbio afeta exportações).

A próxima reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central é em 21 e 22 de julho. A meta para os juros é divulgada sempre no segundo dia do encontro.

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Fique atento (ou atenta) ao noticiário econômico nesta semana. Até quarta-feira vão ser divulgados importantes indicadores da saúde da economia brasileira. Por meio deles, vai ser possível ter uma ideia de quanto o nosso país foi afetado pela crise econômica internacional. Saiba porque eles são tão importantes:

  • IBGE divulga, nesta terça-feira, o Produto Interno Bruto do primeiro trimestre: a expectativa é que a soma  dos preços de todos os bens finais produzidos na economia caia cerca de 2%. Isso vai significar que a nossa economia encolheu nos três primeiros meses do ano. Os dados também revelam quais os setores foram mais afetados.
  • IBGE divulga, na quarta-feira, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de maio. O IPCA mede a variação dos preços para famílias que ganham de 1 a 40 salários mínimos. O INPC mede a inflação para o padrão de consumo de famílias que ganham de 1 a 8 salários mínimos.
  • Também na quarta-feira, o mais esperado: o Comitê de Política Monetária do Banco Central divulga a taxa básica de juros, a Selic. A expectativa é de redução em um ou meio ponto percentual. O tamanho da redução vai mostrar a disposição do BC em estimular a economia. Veja o artigo da última queda na Selic.

Não deixe de acompanhar e tirar, aqui no blog, as suas dúvidas.

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