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Posts Tagged ‘supermercado’

Uma compra de supermercado ensina muito sobre Economia. Se o preço do sorvete sobe, você tende a comprar menos cobertura. Se o leite fica mais caro e você reduz o consumo, corta também o achocolotado. Sorvete e cobertura, leite e achocolatado podem ser considerados bens complementares.

Caso não conheça esse conceito, um produtor de cobertura pode estranhar a redução repentina no consumo de seu produto. Ele terá que prestar atenção sempre ao mercado de sorvete.

E de que devem desconfiar os produtores de manteiga quando as pessoas param de comprar seus produtos? Eles podem observar o preço de um possível substituto: a margarina. Manteiga e margarina podem ser chamados de bens substitutos.

Robert Pindyck e Daniel Rubinfeld dão outro exemplo no livro Microeconomia: preço do ingresso de cinema e o aluguel de filmes. Se o ingresso fica caro, algumas pessoas devem optar por fazer a locação.

É claro que os conceitos de bens substitutos e complementares variam de uma pessoa para outra. Para alguns, o telão e a pipoca do cinema não podem ser substituídos de forma alguma pela TV e o sofá de casa.

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Se um bem que você consome fica mais barato você compra mais dele, certo? É isso que dizem as curvas de demanda mais usadas pelos economistas. Mas atenção: elas servem para os bens comuns. Há excessões.

Um economista do século XIX, chamado Giffen, percebeu que a regra não valia para todos os bens. Imagine uma família que só pode destinar 40 reais por semana para a proteína do almoço. Ela só come carne , que sai por 10 reais, uma vez por semana. Nos outros seis dias, come salsicha, que sai por 5 reais por dia.

Certo dia o preço da salsicha cai para 3 reais. Os seis dias de salsicha vão cair de 30 para 18 reais. Opa! Sobraram 12 reais. Significa que dá pra comer carne mais um dia!

A família percebe, então, que com os mesmos 40 reais, passa a ser possível comer carne por dois dias e salsicha no resto da semana. Conclusão: o preço da salsicha caiu, mas seu consumo caiu também, em vez de subir.

O chamado bem de Giffen (no nosso exemplo, a salsicha) é, em geral, um bem de pouca qualidade ou barato, que você só consome porque não tem outra saída. Assim, logo que pode, tira da listinha de compras.

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MerceariaÉ comum, principalmente entre jornalistas, confundir aumento de preços com crescimento da inflação. Sempre que a inflação aumenta, os preços terão subido. O problema é que pode haver aumento de preços sem que a inflação varie, ou até com queda nela. Como assim?

Suponha que você tenha ido hoje ao supermercado e pagado 100 reais por tudo que você vai consumir nos próximos 7 dias. Na próxima semana, você paga, pelos mesmos ítens, 105 reais. A variação nos preços foi de 5%. Na semana seguinte, você faz a mesma compra e o valor é 110 reais e 25 centavos. A variação da segunda para a terceira semana foi, novamente, de 5%.

Inflação é o aumento no nível geral de preços, mas vamos simplificar o conceito para a sua cesta pessoal de consumo. Sendo assim, podemos dizer que os preços subiram 5% da segunda semana para a terceira. É errado dizer, entretanto, que a inflação aumentou. A taxa foi idêntica nas duas semanas: de 5%.

E se os produtos que aumentaram para 105 reais na segunda semana passassem para 107 reais e 10 centavos na terceira? Não há dúvida de que os preços teriam subido, mas e a inflação? Ela terá caído, de 5% na segunda semana para 2% na terceira. Também se pode falar, quando isso acontece, de desaceleração nos preços. Eles continuam aumentando, mas a uma taxa menor.

Vamos usar a repetição de palavras para tornar o conceito mais claro: inflação é aumento no nível geral de preços. Maior inflação é “aumento no aumento” do nível geral de preços.

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