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Posts Tagged ‘taxa básica de juros’

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu há pouco manter a taxa básica de juros em 10,75%. Há três reuniões, o grupo aumentava a taxa, que serve de referência para os juros cobrados em toda a economia.

A decisão por manter a taxa foi justificada com a “continuação do processo de redução de riscos para o cenário inflcionário”.

O governo vinha aumentando os juros, o que desestimula investimentos e crédito, com a justificativa de prevenir um aumento geral no nível de preços. Isso poderia ocorrer se a oferta de bens e serviços não fosse capaz de sustentar a procura.

É difícil justificar, entretanto, a necessidade de juros tão altos, os mais elevados do mundo, na época do “nunca antes na história desse país”.

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O leitor Oscar pergunta por que a taxa de desemprego está diretamente atrelada às taxas de juros. Ele exemplifica com os EUA, que mantêm os juros baixos enquanto o desemprego não cai.

A taxa básica de juros, definida pelo Banco Central, serve como referência para todos os juros cobrados no mercado. Quando ela cai, fica mais barato pegar dinheiro emprestado.

Os juros baixos favorecem o crédito, que possibilita mais consumo. A procura por bens e serviços estimula novos investimentos por parte das empresas, que também se beneficiam dos juros baixos para comprar equipamentos e novas instalações.

O aumento de produção exige ainda mais empregados, o que, de forma generalizada, reduz a taxa de desemprego.

No sentido contrário, quando o governo aumenta a taxa básica de juros, freia a economia. Juros altos desestimulam consumo e investimento produtivo.

Em vez de ampliar a produção, muitos empresários podem preferir investir em títulos públicos, por exemplo, que rendem, em média, a taxa básica de juros.

Muito se fala em como esse movimento de contração impede a inflação, mas poucos lembram que ele também interrompe a geração de empregos e, ao extremo, pode até criar mais desemprego.

Você também pode deixar sua dúvida nos comentários ou aqui.

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A crise grega pode conter o aumento da taxa básica de juros brasileira, a Selic. Como vimos aqui, o Banco Central decidiu no mês passado subir os juros em 0,75 ponto percentual, para conter a inflação, e a expectativa era de novos acréscimos.

Com a crise na Europa, entretanto, o mercado começa a se dividir sobre o futuro dos juros. Isso porque o problema internacional pode precipitar a tarefa que o aumento na Selic deveria cumprir: desacelerar a economia brasileira.

Os efeitos dão-se principalmente pela exportação, que pode ficar prejudicada. Em artigo na Folha de S. Paulo desta terça-feira, Mauro Zafalon relata que, segundo a União Brasileira de Avicultura (Ubabef), um dos principais setores de exportação, o de frangos, já sente a retração das vendas.

Os europeus compraram dos brasileiros 15% menos frango este ano do que em igual período do ano passado. Este frango e outros produtos que sobram no mercado doméstico causam um aumento na oferta, o que contribui para manter preços baixos.

O único efeito da crise que pode somar à inflação é a valorização do dólar, para onde os investidores fogem em momento de incerteza. As importações brasileiras ficam mais caras, o que dificulta a concorrência com os produtos nacionais.

A próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que decide o futuro da taxa, está marcada para 15 de junho.

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As expectativas do mercado foram confirmadas. Pela terceira vez o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central ficou em cima do muro: manteve a taxa básica de juros em 8,75%.

As reuniões do Copom duram dois dias e são secretas. Ao final, o comitê divulga uma pequena nota à imprensa. Dessa vez, o texto cita a flexibilização da política monetária desde janeiro e a margem de ociosidade dos fatores produtivos.

O ano começou com taxa de 13,75% ao ano, que foi cortada gradualmente até julho. Esse é um sinal de que o governo pretendia estimular a economia, garantindo dinheiro barato.

A manutenção da taxa, chamada Selic, desde julho indica o temor de que novos cortes causem inflação, um aumento geral no nível de preços.

O governo avalia esse risco a partir da ociosidade dos fatores produtivos. Quando há grande quantidade de máquinas, estrutura e trabalhadores desocupados, mais dinheiro em circulação leva a mais produção. Se a indústria já está funcionando com capacidade máxima, o excesso de dinheiro pode se refletir em preços altos.

O mercado já começa a especular sobre os movimentos da taxa no ano que vem. Hoje, o ministro da Fazenda Guido Mantega afirmou que o governo trabalha com a manutenção da Selic em 8,75% também em 2010, já que, segundo ele, a inflação está sob controle.

A próxima reunião do Copom será nos dias 26 e 27 de janeiro.

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Começa mais uma semana de expectativa sobre a taxa básica de juros, que será definida na quarta-feira. Dessa vez, entretanto, não há polêmica: os analistas acreditam que o governo não vai querer estimular nem segurar a economia. Para eles, a taxa será mantida em 8,75%.

A chamada Selic corresponde aos juros pagos a quem empresta dinheiro para que o governo pague sua dívida. Quem faz isso passa a deter um título público. Quanto mais alta a taxa, como é o caso da brasileira, e quanto maior a confiança de que o governo do país não vai dar o calote, mais ela atrai investidores, inclusive estrangeiros.

No momento, a taxa alta traz dois resultados indesejáveis para o país. Um é a atração de dólares, que valoriza a moeda brasileira e prejudica os exportadores (veja aqui). O outro é a barreira ao crescimento. Juros altos significam dinheiro caro, um impedimento para os investimentos.

Um dos principais argumentos para manter a taxa alta é o temor da inflação: dinheiro barato resulta em mais dinheiro em circulação. Se a oferta de produtos não aumentar, poderá haver mais dinheiro para cada produto e os preços podem subir. Com base nesse argumento e no aquecimento da economia, muitos analistas já vislumbram uma retomada da trajetória de alta da taxa para o ano que vem.

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O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central confirmou as expectativas do mercado. A taxa básica de juros, chamada de Selic, foi mantida em 8,75% ao ano. A justificativa é contribuir para “assegurar a manutenção da inflação na trajetória de metas ao longo do horizonte relevante e para a recuperação não inflacionária da atividade econômica”.

Perseguir uma meta de inflação é a missão do Copom há dez anos. Quem define essa inflação ideal é o Conselho Monetário Nacional, formado pelos ministros da Fazenda e do Planejamento e pelo próprio presidente do Banco Central. Para este ano, ela é de 4,5%.

Na prática, os membros do Copom têm que trabalhar para que os preços de bens e serviços para famílias que ganham entre um e quarenta salários mínimos por mês não subam mais do que 4,5% durante o ano de 2009. Essa referência é o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Com a recuperação da economia brasileira, mais dinheiro circula no mercado. As indústrias que contraíram a produção, por causa da crise, podem suprir essa demanda. Se elas não forem capazes de fazê-lo, a demanda é maior do que a oferta e pode haver inflação, ou seja, uma elevação no nível geral de preços.

Por isso, segundo a nota divulgada pelo banco, o Copom está de olho na “margem de ociosidade dos fatores produtivos”, ou seja, na quantidade de desempregados e equipamentos fora de uso. Se eles forem muitos, a indicação seria baixar os juros, fazer mais dinheiro circular. No caso de produção aquecida, a resposta seria uma elevação na taxa. O governo preferiu ficar no meio do caminho: manter como está.

Muitos analistas apostam em um caminho de alta para o ano que vem, apesar de a taxa brasileira ainda ser uma das mais altas do mundo.

É importante dizer que a política de metas de inflação não é algo necessário, nem unânime. Em entrevista recente à revista Época Negócios, o Nobel de Economia Joseph Stiglitz disse que “as metas de inflação são uma dessas ideias simplistas que só são justificadas no contexto de modelos teóricos muito básicos, que agora estão sendo rejeitados”, fazendo referência às linhas de pensamento que ganharam força com a crise.

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Os olhares estão voltados para a penúltima reunião deste ano do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, marcada para esta quarta-feira. A estimativa unânime do mercado, que raramente é contrariada, é que a taxa básica de juros (Selic) seja mantida em 8,75%.

Acompanhamos aqui os sucessivos cortes na Selic, com o objetivo de fazer a economia movimentar-se, apesar da crise. Mas, desde a última reunião, em setembro, o Copom decidiu que era hora de parar de estimular a economia. A decisão, como deve ser agora, foi de manter a taxa de juros.

Muitos comemoraram a queda recente dos juros brasileiros, um dos mais altos do mundo, que chegaram a apenas um dígito em junho deste ano. Isso porque juros altos significam dinheiro caro, o que impede a economia de crescer.

As estimativas, entretanto, já são de retomada da alta. O mercado só diverge sobre quando ela vai começar. Alguns acreditam que isso já vai acontecer na próxima reunião, em novembro. Muitos outros apostam em julho de 2010.

A necessidade de retomar a alta é defendida por analistas por causa da recuperação da economia. Isso pelo medo da inflação. Os juros altos enxugariam recursos do mercado, impedindo excessos. Outros lembram, entretanto, que o Real está valorizado, o que por si só é uma arma contra a inflação: os produtos importados tornam-se relativamente baratos e as indústrias brasileiras são impedidas de elevarem os preços.

Veja a opinião do economista Fabio Erber sobre quem perde e quem ganha com os juros básicos altos.

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O Comitê de Política Monetária (Copom) reúne, a cada 45 dias, o presidente e diretores do Banco Central com um objetivo: definir alterações na polêmica taxa básica de juros, ou Selic. A reunião é secreta, o que impede que se saiba exatamente como foram tomadas as decisões.

Muitas pessoas pensam que se trata de um cáculo matemático. Lançam-se valores de capacidade não utilizada das indústrias, desemprego, crescimento, inflação, entre outros e, como mágica, sai a Selic! Assim definida, a taxa passa a ser uma referência para o preço do dinheiro. Dinheiro muito barato pode levar à inflação e muito caro pode limitar o crescimento.

Uma apresentação do ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga, em seminário sobre metas de inflação, mostra que não é bem assim. Segundo o economista, “não há uma fórmula matemática que chega à melhor projeção de inflação e nível de atividade a partir da qual o Copom toma sua decisão”.

Segundo Fraga, há sim fórmulas, sem muita transparência para o público, assume. Ele ressalta, entretanto, que o Copom procura juntar esses resultados a avaliações qualitativas, em um processo “menos formal do que se imagina, mas não por isso menos eficaz”.

No mesmo artigo, o economista defende que “um pouco mais de transparência no que tange aos modelos que são utilizados e sua integração com as informações qualitativas seria útil e reforçaria a credibilidade e legitimidade do processo”.

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O Banco Central deu um sinal nesta quarta-feira de que quer estimular a economia: baixou a taxa básica de juros em um ponto percentual. Isso significa que o dinheiro deve ficar mais barato. Pela primeira vez na história, a taxa brasileira tem só um dígito: ficou em 9,25%.

Os juros, conhecidos como Selic, são a taxa paga pelo governo para quem empresta dinheiro a ele, ou seja, compra títulos públicos. São também um referencial para toda a economia. É um sinal para empresários de que o dinheiro deve ficar mais acessível, tanto para eles, para que invistam, quanto para seus consumidores. Uma sinalização importante, especialmente em tempos de crise.

A redução nos juros era esperada. Dados do IBGE, divulgados na terça-feira, mostraram que o país entrou em recessão: a produção encolheu por dois trimestres seguidos.

O que não era consenso era o tamanho da redução. Muitos esperavam queda menor, de 0,75 ponto percentual. Mas o BC já avisou, por uma nota, que “qualquer flexibilização monetária adicional deverá ser implementada de maneira mais parcimoniosa”.

Qual o medo do Banco Central? Estimular a economia em excesso, sobrar dinheiro no mercado e isso virar inflação.

A redução na taxa pode ser comemorada pelos exportadores. A taxa básica alta atrai investidores de outros países, que aplicam o dinheiro nos confiáveis títulos públicos brasileiros e ganham muito com isso. A redução dos juros torna nossos títulos um pouco menos atraentes. Assim, devem entrar menos dólares no mercado, o que significa menos valorização da nossa moeda (Veja como câmbio afeta exportações).

A próxima reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central é em 21 e 22 de julho. A meta para os juros é divulgada sempre no segundo dia do encontro.

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Quem aplicar mais de 50 mil reais na poupança pode pagar imposto sobre os rendimentos a partir de 2010. Isso se o Congresso aprovar a proposta do governo, que prevê tributação apenas se a taxa básica de juros, hoje em 10,25% ao ano, cair mais. Atualmente, não há imposto de renda sobre a poupança.

O governo quer mudar as regras para que os investidores não migrem em massa para a caderneta. Desde que a taxa básica de juros começou a cair, alguns fundos de investimento tornaram-se menos atraentes do que a caderneta.

Para quem aplica menos de 50 mil reais, o rendimento permanece: 0,5% ao mês, mais Taxa Referencial (TR), calculada com base em uma média dos juros bancários. Já para quem poupa mais do que isso, o governo projetou um esquema complexo, que depende da taxa básica de juros.

Só haverá imposto sobre o rendimento da parte que ultrapassar 50 mil reais. Além disso, não há incidência sobre a TR, por isso vamos desconsiderá-la no exemplo a seguir.

Vamos imaginar que você aplique 200 mil reais na poupança. Um mês depois, o rendimento será de 1000 reais. 250 reais são referentes a 50 mil e, por isso, estão isentos. Sobram 750 reais. A parte desse valor que será tributada depende da taxa básica de juros do período. Vamos supor que ela tenha sido reduzida para 9,5%. De acordo com a tabela, só 30% dos seus rendimentos serão tributados, ou seja, você vai pagar imposto sobre 225 reais.

Quanto menor a taxa básica de juros, maior será a parte do rendimento tributada. Assim, à medida que os fundos de investimento tornarem-se menos atraentes, ocorrerá o mesmo com a poupança, desde que o valor de aplicação seja alto.

Outra medida foi tomada para tornar os fundos de investimento mais interessantes: a redução nos impostos sobre esse tipo de aplicação. O formato será uma medida provisória.

Atualmente, de acordo com o governo, só 1% das cadernetas têm mais de 50 mil reais. A lei obriga os bancos a utilizarem 65% dos depósitos em poupança para oferecer crédito imobiliário. A fuga de grandes investimentos para a poupança poderia causar a falta de recursos para outros tipos de empréstimos, inclusive para o próprio governo, já que grande parte do dinheiro dos fundos é aplicada em títulos do Tesouro.

A medida foi cuidadosamente planejada para não prejudicar a popularidade do governo. Mas o próprio presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, já alertou que ela não elimina o problema definitivamente. As regras podem ter que mudar novamente se a taxa básica cair para menos de 7,5% ao ano.

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