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Posts Tagged ‘yuan’

É consenso internacional que a moeda chinesa deveria valer mais em relação às outras moedas. Os jornais noticiam diariamente a pressão de parceiros comerciais, como Europa e Estados Unidos, para que o yuan seja valorizado.

Mas qual interesse chinês de que sua moeda tenha pouco valor? A explicação é que o yuan barato favorece as exportações do país. Quando os produtos chineses têm o preço convertido para dólar ou euro, ficam muito baratos.

Assim, o concorrente estrangeiro desbanca produtos domésticos nos mercados europeu e americano.  Com indústrias prejudicadas, incapazes de competir, os países importadores cobram a valorização do yuan.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) também já alertou para a desvalorização excessiva da moeda chinesa. Com exportações vultosas, o país acumula grande quantidade de reservas, o que torna ainda mais claro que o valor da moeda é mantido baixo de forma artificial.

O yuan excessivamente desvalorizado causa um desequilíbrio mundial: alguns somente produzem, enquanto outros apenas consomem. Não é à toa que a China é o país para qual os Estados Unidos devem mais dinheiro.

O líder chinês Hu Jintao tem prometido que vai permitir a valorização do yuan. Para que os impactos da perda de competitividade, entretanto, sejam amenizados, será necessária uma contrapartida: o aumento do consumo doméstico.

Agradeço ao Charles Júnior que alertou para minha falta de atenção no texto. Por duas vezes tinha escrito valorização em vez de desvalorização! Peço desculpas, pessoal! Agora já está tudo certinho…

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Em entrevista ao Valor Econômico de hoje, o economista Delfim Netto afirmou que o Real valorizado está destruindo nossas cadeias produtivas: “Isso está destruindo o que tínhamos de mais precioso, que era uma indústria extremamente sofisticada e diversificada”.

Como o Real valorizado pode prejudicar as nossas indústrias? Com a moeda forte, as moedas estrangeiras ficam mais baratas para os brasileiros. Assim, podemos importar mais.

Muitos produtos estrangeiros que entram baratos no mercado são concorrentes dos fabricados no Brasil. As empresas podem ficar prejudicadas, demitir empregados e até falir.

Quando as importações superam as exportações, fala-se que o país tem déficit em conta corrente. Para Delfim, esse fato não assusta. Segundo ele, essa situação não vai impedir o país de crescer 7% ao ano nos próximos 5 anos.

E, depois desse período, Delfim acredita que a venda de petróleo da camada pré-sal vai fazer as exportações subirem, resolvendo o déficit. O problema maior, para o economista, são as indústrias que morrerão pelo caminho.

Outra declaração enfática de Delfim foi sobre a moeda chinesa, o yuan, ventilada por alguns como possível substituta do dólar no cenário internacional. Para ele, “só um país descerebrado pode pensar que o yuan vai ser uma moeda internacional. Moeda é confiança. Quem confia no partido comunista chinês? Nem os comunistas confiam”.

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Excluir o dólar do comércio entre Brasil e China. Essa foi a sugestão feita pelo presidente Lula ao diretor do Banco Central chinês, Zhou Xiaochuan, em reunião paralela à cupula do G20, que reuniu países industrializados e em desenvolvimento na semana passada. A idéia é impedir que a crise prejudique o comércio entre os dois países.

Atualmente, uma empresa chinesa que pretende importar produto brasileiro precisa trocar yuanes, a moeda chinesa, por dólar. Depois, a empresa exportadora, brasileira, poderá trocar os dólares por reais. A ideia do presidente Lula seria eliminar o dólar como intermediário. O diretor do banco chinês já respondeu que não vê problemas na proposta, mas que isso não deve ser feito de forma apressada.

A sugestão do presidente não foi bem aceita pelos representantes da indústria brasileira. A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) manifestou o temor de que os produtos chineses inundem o mercado brasileiro, o que poderia ser uma ameaça para a produção nacional. As mercadorias podem chegar até aqui a preços muito baixos, com os quais as empresas brasileiras não poderiam concorrer, por terem custos mais altos. O temor deve-se ao fato de que o yuan que entrasse no país, devido às exportações para a China, teria que ser usado para comprar produtos chineses. Atualmente, os dólares que entram podem facilmente ser utilizados em outros mercados, devido à sua aceitação como moeda internacional.

Com a falta de crédito no mercado internacional, alguns países têm buscado alternativas ao dólar. A Argentina foi o primeiro país da América Latina a assinar um contrato com a China para ter acesso aos yuanes, em um total equivalente a 10,2 milhões de dólares. O presidente do Banco Central Argentino, Martín Redrado, insiste, entretanto, que a meta é restaurar a confiança na sua moeda, o peso, e não fazer importações diretamente com a moeda chinesa. Já fizeram acordos semelhantes com a China outros cinco países: Coreia do Sul, Malásia, Hong Kong, Indonésia e Belarus.

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