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supermercadoVocê sabia que a classe C compra 41% de todo leite longa vida vendido no país, 40% do queijo petit suisse e 39% do leite condensado? É o que mostra a interessante reportagem de Marcos Todeschini e Alexa Salomão na Época Negócios que acaba de chegar às minhas mãos.

Mas quem forma essa classe C? São famílias com renda familiar entre 1.100 e 4.800 reais, de acordo com a metodologia da Fundação Getúlio Vargas. Essa é a renda da casa, quando se soma o que ganha cada um dos componentes da família.

A reportagem destaca sete mitos sobre essa nova classe. Entre eles, o de que esses consumidores estão interessados principalmente em preços baixos. A matéria revela que eles preferem produtos de melhor custo-benefício. Se comprarem um achocolatado de má qualidade, por exemplo, vão ter que esperar até o próximo mês para substituí-lo.

Outro mito é que eles compram apenas os itens da cesta básica e que não têm dinheiro para lazer. A classe C compra chocolate, biscoito, creme de leite e quer viajar pelo Brasil.

Vou destacar só mais um mito muito interessante: o de que a classe média não paga as contas. A inadimplência é maior nas classes mais altas. Isso porque ficar devendo é para um integrante dessa classe ter o nome sujo na praça e, assim, ter que interromper o consumo.

Muitos economistas defendem que o crescimento dessa classe C foi um fator importante para blindar o país contra a crise econômica internacional. Agora os empresários correm atrás de conhecer a rotina dessa classe para tirar sua fatia do bolo.

Antes tarde do que nunca, vou responder a pergunta da leitora Renata, que quer saber o que é rent seeking. Assim é chamado o comportamento de empresários com o objetivo de obter privilégios no mercado.

Se os produtores brasileiros de calçados, por exemplo, conseguirem convencer o governo da necessidade de taxar a entrada no país de sapatos chineses, eles serão beneficiados. Menor concorrência significa a possibilidade de cobrar preços mais elevados. A validade ou não desse tipo de tarifa é uma polêmica que varia de caso para caso.

Mas como a empresa faz rent seeking? Hugo Borsani responde em artigo para o livro Economia do Setor Público no Brasil. As corporações organizam lobbys para atuar no Congresso, contratam advogados e especialistas, veiculam propaganda, fazem doações a campanhas eleitorais, financiam viagens, jantares, férias…

A posição de Borsani é que “se a atividade rent seeking tem sucesso, isto é, obtém do governo a regulação desejada, a sociedade em geral perde por duas razões: em primeiro lugar, pelo aumento do preço do produto ou serviço protegido; em segundo lugar, porque os recursos utilizados para conseguir o favor do poder público poderiam ter sido empregados em atividades produtivas”.

Em uma nota de rodapé, entretanto, Borsani enfatiza que o conceito rent seeking não se refere a atividades ilegais de corrupção e sim a atividades legais de lobby, com a ressalva de quem nem sempre é fácil determinar esse limite.

Quadrinhos (autor desconhecido)Infelizmente, não encontrei a autoria dos quadrinhos na internet. Quem nunca se deparou com situação semelhante? O computador, que há pouco tempo sequer existia, torna-se obrigatório e cria a necessidade da impressora (e de outros aparatos infinitos), que leva à necessidade dos cartuchos e por aí vai… É a própria economia a criar necessidades.

Imagem postada no blog 100% DesignEm dezembro o mundo se encontra em Copenhague, na Dinamarca, para estabelecer compromissos a respeito das mudanças climáticas. É difícil, entretanto, ter avanços na proteção ao meio ambiente enquanto os países forem avaliados a partir do seu Produto Interno Bruto (PIB), ou seja, a soma dos preços de tudo que se produz em um país.

Recentemente tratamos aqui do trabalho do prêmio Nobel Joseph Stiglitz, juntamente com Sen e Fitousse. Eles defendem o uso de indicadores mais relevantes do progresso social, a partir do seguinte lema: What we measure affects what we do. Se os governos têm como referência a medida do PIB, vão trabalhar para fazê-lo crescer, custe o que custar.

A naturalidade da supremacia do PIB ficou clara em comentário de Carlos Alberto Sardenberg à Rádio CBN ontem. Ele argumentava que era preciso ter cuidado com regras muito rígidas sobre a produção industrial para evitar a emissão de poluentes. Isso porque, segundo ele, haveria pelo menos no início queda na produção e, assim, no emprego.

Aí está a soberania do PIB travando o progresso social. Se a medida sugerida por Stiglitz fosse usada, a proteção ao meio ambiente valorizaria relativamente os países que tivessem esse cuidado. E esse não seria um erro, já que essa é uma demonstração de que o crescimento de hoje é sustentável.

Além disso, a proteção ao meio ambiente não deve ser associada com redução de crescimento e empregos. Quando recebem um limite de emissão de poluentes, as empresas podem até reduzir a produção inicialmente, mas certamente vão investir em inovações para conseguir contornar essas restrições. Essas pesquisas podem levar até a um aumento na produtividade.

Será que a possibilidade de queda imediata na produção não é um custo temporário válido a se pagar pelo crescimento sustentável? E que tal buscar soluções para evitar essa queda inicial no emprego em vez de colocar entraves às iniciativas de proteção ao meio ambiente?

Em crises passadas os brasileiros acostumaram-se com a seguinte situação: diante dos primeiros rumores os investidores retiravam o dólar do país. A moeda estrangeira, desejada, tornava-se mais valiosa, enquanto a nacional despencava. O Brasil passava a ter dificuldade para importar e pagar dívidas. Mergulhávamos na crise. Muitos atribuem a reação diferente do país à crise recente ao acúmulo de reservas internacionais. Vamos entender como.

Nos últimos anos entraram mais dólares no país, seja na forma de exportações ou entrada de capitais para investimento, do que saíram. O Banco Central brasileiro, assim como vários pelo mundo, aproveita esse excesso para acumular um colchão de segurança, as reservas internacionais. Esse montante alcançou níveis recordes e está, nesta terça-feira, em aproximadamente 233 bilhões de dólares.

Com reservas tão grandes, o Bacen é capaz de evitar a desvalorização do real em momentos críticos. Quando os investidores internacionais resolvem retirar o dólar do mercado em massa, como aconteceu no começo da crise, o banco pode neutralizar esse movimento ao jogar dólares no mercado. Ao vender a moeda estrangeira, impede a desvalorização excessiva do real.

A mera divulgação da existência de reservas tão vultosas tem efeitos benéficos para o país. Os investidores tornam-se cientes de que ele está preparado para enfrentar turbulências. Quem empresta aos brasileiros pede um retorno mais baixo, já que o risco de calote torna-se menor.

É importante lembrar da contrapartida. Sempre que compra dólares no mercado, o Bacen entrega reais. O excesso de reais pode provocar inflação. Para evitar isso, é preciso fazer operações de esterilização. Por meio delas, o banco vende títulos da dívida brasileira. É como se pegasse emprestados esses reais em excesso no mercado para pagar suas dívidas.

Mas o Brasil não mantém os dólares da reserva guardados dentro de um cofre. O Bacen investe esse dinheiro principalmente em títulos do governo americano. Isso significa que emprestamos esses dólares para pagar a dívida deles. Recebemos em troca juros muito baixos. Aí está um dos principais custos de acumular reservas: há o prejuízo dos altíssimos juros brasileiros (após a esterilização), enquanto a receita é, em maioria, em juros americanos, muito baixos.

Apesar do retorno baixo, o Bacen mantém o investimento principalmente em títulos do governo americano por causa da segurança. A estratégia de investimento baseia-se no risco próximo de zero. Recentemente, o país aumentou o investimento em títulos de agências internacionais, como Banco Mundial e Banco Interamericano de Desenvolvimento, com rendimento um pouco maior.

O assunto é polêmico, mas o objetivo aqui é principalmente sanar as dúvidas sobre as reservas internacionais, dos leitores Eber e Jennifer. Deixe também as suas questões aqui.

De 2003 até o ano passado, 32 milhões de brasileiros subiram para as classes A, B e C. O número é equivalente à metade da população francesa, segundo destaca o chefe do Centro de Políticas Sociais da Fundação Getúlio Vargas, Marcelo Neri. Em artigo para o Valor Econômico desta terça-feira, o economista faz uma análise “do tipo Lego”, como ele próprio diz, do que mudou na renda dos brasileiros.

Neri fala de uma nova classe média, que chegou ao mercado em um momento importante. O consumo dessas pessoas compensou a redução das exportações brasileiras resultante da retração global, fruto da crise.

A pobreza também caiu bastante durante esses cinco anos: 43%. Isso significa que 19,3 milhões de pessoas saíram da miséria.

No período, todos tiveram crescimento da renda, mas a dos pobres cresceu mais que a dos ricos. Enquanto os 10% mais pobres ganharam cerca de 59% mais em 2008 do que em 2003 (reais, ou seja, descontada a inflação), a renda dos 10% mais ricos subiu 21%.

O aumento da renda devido a programas sociais e aposentadorias é expressivo, mas, segundo Neri, também houve crescimento expressivo na renda do trabalho.

No nordeste, por exemplo, o ganho de renda médio real por trabalhador foi de 7,3% ao ano. Isso, para o economista, “contraria a ideia de que o aumento de renda do brasileiro em geral e do nordestino em particular deve-se apenas ao ‘assistencialismo oficial’”.

A cidade que mais gerou trabalho e renda no período foi Palmas, no Tocantins, em que 88% dela vem do trabalho. Os programas sociais do governo têm mais peso em Macapá, onde 3,25% da renda têm essa origem. A carga de aposentados é maior no Rio de Janeiro, com 28,8% da renda.

Marcelo Neri convida os leitores a acessarem a pesquisa completa, que você pode ver ao clicar aqui.

Foto de Bryan ThatcherA prefeitura de São Paulo estuda a possibilidade de reduzir os preços das corridas de táxi nas noites de sexta-feira e sábado. O objetivo é nobre: incentivar aqueles que consomem bebidas alcólicas a chamar um táxi em vez de dirigir. Mas não é tão simples assim.

Há dois resultados possíveis caso a medida seja aplicada. Tudo depende da margem de lucro atual dos taxistas. Imaginemos inicialmente que ela seja excessiva. Caso a prefeitura defina um preço máximo para a viagem que permita um lucro razoável o serviço será oferecido normalmente e o consumidor sairá na vantagem.

Há, entretanto, outra possibilidade: a de que os taxistas já trabalhem com lucros apertados. Neste caso, diante de um preço máximo, muitos teriam um incentivo a mais para não trabalhar nas sextas e sábados à noite, além do desejo de também aproveitar esses horários para lazer. Assim, quando aqueles que beberem em excesso saírem do bar, terão dificuldade em encontrar um táxi disposto a transportá-los.

No começo desta semana o presidente do Sindicato dos Taxistas Autônomos de São Paulo, Natalício Bezerra, defendeu que, caso a medida seja aprovada, vai prevalecer a segunda situação. Segundo ele, o limite aos preços vai se somar a outros desestímulos para dirigir nestes horários.

De acordo com Natalício, nenhum taxista gosta de dirigir à noite pela insegurança. Além disso, os bêbados são os passageiros menos desejados. Além de causarem transtornos no transporte, muitos sequer pagam a conta.

É claro que é do interesse dos taxistas defenderem que a margem de lucro é reduzida, mas, pensando bem, não é muito lógico ganhar menos para trabalhar em condições tão ruins.

A soma dos preços de todos os bens produzidos no Brasil, conhecida como PIB, é a principal referência internacional sobre o desempenho do país. A medida é usada muitas vezes para avaliar o bem-estar dos brasileiros. Sendo assim, qual será a prioridade do governo: incentivar a produção ou a distribuição de renda? Estimular a oferta de mercadorias ou de educação pública?

O reinado do PIB é problemático porque afeta as políticas públicas. É sobre essa conclusão que trabalha desde 2008 uma comissão formada pelo prêmio Nobel Joseph Stiglitz, além de Amartya Sen e Jean-Paul Fitousse. A meta, sugerida pelo presidente francês Nicholas Sarkozy, era identificar os limites do PIB e buscar indicadores mais relevantes de progresso social.

O relatório ficou pronto. O grupo concluiu que há importantes distorções quando o PIB é usado como indicador de bem-estar. Mais congestionamentos no país, por exemplo, podem aumentar o PIB, pela variação no consumo de gasolina. Essa acréscimo, obviamente, não revela melhoria de qualidade de vida.

Uma comissão formada por economistas e cientistas sociais pesquisou questões como felicidade, saúde e bem-estar mental. Em seguida, algumas recomendações do relatório final:

  • Ao avaliar o bem-estar material, deve-se levar em consideração renda e consumo em vez de produção.
  • Deve-se enfatizar a perspectiva das famílias, analisar o padrão de vida. É preciso levar em conta impostos pagos ao governo, benefícios sociais, pagamento de juros por empréstimos.
  • Considerar, além do consumo, a riqueza, o que as famílias de hoje guardam para as gerações futuras.
  • Dar mais destaque à distribuição. Usar a mediana e não só a média (em uma sociedade hipotética em que 4 pessoas ganham 100 reais e apenas uma ganha 1000 reais, a renda média é 280 e a mediana é 100. É claro que a mediana reflete melhor a situação do indivíduo típico dessa sociedade).
  • Ampliar as medidas para atividades fora do mercado, como a da dona de casa que cozinha para os filhos ou cuida de um parente idoso ou da família que cultiva o próprio alimento. Elas têm um impacto importante especialmente em países em desenvolvimento.
  • Considerar o tempo destinado ao lazer. Ganhar um salário mínimo e trabalhar 20 horas por semana é diferente de receber o mesmo valor para trabalhar por 35 horas ou mais.
  • É preciso criar melhores indicadores de saúde, educação, segurança, condições ambientais, participação dos cidadãos no processo político, que nem sempre aparecem nas medidas de renda.
  • Dar atenção ao efeito das desigualdades sócio-econômicas, de gênero, geração e origem no acesso a oportunidades (no Brasil deveria pesar, por exemplo, o fato de as mulheres estarem em piores condições no mercado de trabalho do que os homens).
  • Incorporar aos números avaliações subjetivas, de como cada família sente sua situação social.
  • Criar bom indicadores de sustentabilidade, que incluem a forma de lidar com recursos naturais.

Parte dos membros da comissão avaliou que a crise econômica proporciona um bom momento para trocar de indicadores. Segundo eles, o fato de a crise ter tomado muitos de surpresa indica, entre outras coisas, uma falha no sistema de medidas. Se os indicadores incorporassem a sustentabilidade, segundo o relatório, a visão da performance econômica teria sido mais cautelosa.

Dedico o texto de hoje à leitora Jennifer, que questionou se a felicidade do indivíduo não deveria ser prioridade. Pelo que parece, uma parte dos economistas chegou à mesma conclusão. Veja aqui o relatório da comissão.

Desigualdade homem e mulherA mulher brasileira está em desvantagem em relação ao homem no mercado de trabalho. E a situação só piorou relativamente a outros países no último ano. É o que mostra o relatório do Fórum Econômico Mundial, a partir de um levantamento com 134 países. O Brasil caiu da posição 73 para a 82.

Na pesquisa, são comparadas as realidades do homem e da mulher com relação a salário, acesso a empregos de mais alta qualificação, à educação básica e avançada, representação política e questões relacionadas à saúde, como expectativa de vida.

O Brasil peca principalmente nos salários. Quando se compara um homem e uma mulher com funções similares, a mulher muitas vezes tem o pior salário. Se considerarmos apenas esse quesito entre os países pesquisados, o Brasil cai para a posição 114.

Também tivemos resultados especialmente ruins para a taxa de mulheres matriculadas na educação primária e para a participação política feminina. Já no quesito saúde, a pesquisa não revelou diferença importante entre homens e mulheres.

O Brasil ficou atrás dos vizinhos Argentina (24), Guiana (35), Peru (44), Colômbia (56), Uruguai (57), Chile (64), Paraguai (66), Venezuela (69) e Suriname (79).

No ranking de igualdade entre homens e mulheres, a Islândia ocupa o primeiro lugar, seguida de Finlândia,  Noruega, Suécia e Nova Zelândia.

Agradeço ao Fernando que sugeriu o tema. Você também pode dar sua sugestão ou deixar sua dúvida. É só clicar aqui.

burocraciaO nome é Poupatempo. Imagina se não fosse. Gastei o dia inteiro hoje em um desses postos de serviços públicos rápidos com o objetivo de transferir um carro para o meu nome. Além do tempo que, claro, é dinheiro, foram-se ao todo 278 reais!

A peregrinação começou ontem, no cartório, onde era preciso reconhecer firma do antigo proprietário do carro. Tenho uma implicância especial com aqueles vidros que separam o atendente de quem precisa do serviço. Parece que eles são feitos para prejudicar a comunicação.

Hoje tudo começou no posto do Poupatempo do Campinas Shopping, no balcão de informação. Fui direcionada para uma fila de triagem, onde a funcionária disse, já me dispensando, que eu precisaria voltar ao cartório porque a firma tinha sido reconhecida fora de São Paulo. Neguei e ela, depois de virar o documento de todos os lados, fez uma cara feia e me entregou a primeira senha.

Dessa vez a atendente imprimiu um monte de folhas e marcou em uma ficha valores que eu deveria pagar. Tive que pagar como se fizesse o primeiro registro do veículo, já que o carro é de Brasília e a transferência era para cá. Além disso, paguei pelo novo emplacamento. Parece que estou transferindo o veículo de país. Só descobri o motivo de tantas taxas porque resolvi voltar e perguntar.

Agora era a vez de pagar. Nova fila para triagem. Nova senha para pagamento. Junta tudo e vai atrás de uma oficina credenciada que faz um laudo. O rapaz tira umas fotos, eu não entendo nada e vão-se mais 40 reais. O Detran não podia fazer essa parte na vistoria?

Agora sim a vistoria. Era a parte que mais temia. Com meu outro carro, no Detran de Brasília, cheguei a voltar para casa sem o serviço cansada de ser mal tratada. Isso porque existe a figura do despachante, que enfrenta a burocracia por quem paga por isso. Os funcionários públicos ficam mal acostumados e tratam todo mundo como se aquilo fosse algo trivial, de que todos são obrigados a saber os passos. Eu não estava disposta a pagar. É um serviço público e qualquer cidadão tem que ser capaz de usufruir dele.

Começamos mal. Estacionei o carro onde me mandaram e entreguei a chave para o funcionário. Ele riu com deboche. Só depois entendi: tinha que ficar dentro do carro e fazer o que ele mandava. Mas, como ia adivinhar? E lá fui eu àquele ritual de liga seta, freia, etc. Tudo mal explicado, de forma que eu me sentisse bem fora do lugar.

Enfim, trocaram toda aquela papelada por duas. E, com elas, eu busco na quinta-feira o documento do carro. Será que não dava para mandar pelos Correios? E a peregrinação ainda não acabou: tenho que ir a outro lugar, que nem sei onde fica, trocar a placa de Brasília para Campinas.

O pior de tudo é que em abril do ano que vem estou de mudança para São Paulo. Será quanto tempo demora e quanto custa para fazer uma transferência de endereço? Prefiro nem pensar agora!

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